Fantasma, vovô, cartola, mosqueteiro, leão, gralha azul, furacão, tubarão entre outros. Mas o que essas palavras têm em comum? É que cada um desses símbolos são levados com carinho pelas mais diversas torcidas de futebol, chamadas de Mascotes. Nesse embalo, os clubes associam as suas marcas e levam consigo as mais curiosas histórias para a criação das mascotes, que são figuras cada vez mais constantes nos estádios de futebol.
Tudo começou na época medieval quando reis ou outras pessoas da nobreza caminhavam com seus animais de estimação. Porém, foi somente na Revolução Francesa, em 1789, que as mascotes se firmaram como uma marca popular, abrindo espaço para qualquer objetivo que representasse sorte ou prosperidade.
No país do futebol, as mascotes se massificaram entre os anos 30 e 40, através de cartunistas, em um período de profissionalização do nosso futebol. Porém, pelo que se tem de registro, o Corinthians foi um dos primeiros clubes a receber o apelido, lá em 1913, sendo chamado de mosqueteiro.
Mascotes no Paraná
No futebol paranaense podemos citar os clubes mais tradicionais e com histórias curiosas. Na capital, o primeiro a receber a mascote foi o Atlético.
Entre os anos 20 e 40, o Rubro-negro era o time da elite paranaense, com políticos e empresários sendo sócios do clube. Foi assim, com esse grupo de torcedores, que o Atlético adotou o cartola como mascote. Porém, no estadual de 1949, o clube conquistou 11 vitórias seguidas. Assim, a torcida começou a chamar de furacão, nome que predomina até os dias de hoje.
Assim como o fato ocorrido com o Atlético, a mascote do Coritiba também não nasceu por acaso. Esse símbolo foi criado em 1957, em alusão ao alemão Max Kopf (1875-1956), que desde a fundação do Coxa sempre acompanhou o seu clube do coração.
Kopf morava na Rua Mauá, muito próximo ao estádio e não perdia uma partida. Era considerado um amuleto do time alviverde. Quando os jogos eram fora de casa, os atletas pediam que Kopf fosse levado junto. Nasceu aí Vô Coxa.
Por sua vez, o Paraná Clube tem como mascote a gralha azul, que é o principal disseminador da árvore araucária. É ela que é responsável pela formação e manutenção das florestas de araucária, já que as gralhas encravam os pinhões no solo, locais que formam uma nova árvore.
Tradicionais clubes do estado também têm suas mascotes
No litoral paranaense, o Rio Branco, um clube quase centenário - fundado em 1913, a mascote de Leão da Estradinha nasceu devido ao percurso que o time fazia para jogar contra os clubes de fora, pela região da estradinha, além da notabilizada garra da equipe na época.
Em Ponta Grossa, o Operário Ferroviário ganhou o apelido de fantasma, pois os clubes da capital passavam dificuldades nos jogos no Estádio Germano Kruger, e podia se notar que ficavam assustados com o desempenho do Alvi-negro, tanto é que em 1914, primeiro ano de jogos constantes, o Operário se manteve invicto.
Outra tradicional equipe do estado é o Grêmio Maringá, que na época de sua fundação, mais precisamente na década de 60, foi tricampeão do interior e bicampeão paranaense. Os títulos fizeram a torcida adotar a mascote Galo, devido à bravura dos jogadores.
Por fim, o Londrina Esporte Clube, era conhecido como caçula gigante, mas em 1976, com o lançamento do filme Tubarão, de Steven Spielberg, o jornalista Victor Grein Neto começou a chamar o LEC de tubarão, dizendo que o time engoliria todos os adversário naquele ano. O apelido que caiu no gosto da massa londrinense e definitivamente virou a mascote do Alviceleste.
Em todos os casos, a mascote sempre nasce de uma simples história, situação inesperada, inusitada ou por características de cada clube. O certo é que hoje as mascotes são perpetuadas pela torcida, e se tornaram um objetivo de afetividade das crianças e marketing dos clubes.
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