Operário 100 anos: campanhas vitoriosas do Fantasma

O ano do centenário do Operário Ferroviário Esporte Clube não correspondeu às expectativas, com a eliminação precoce na Copa do Brasil e sem se classificar para nenhuma competição nacional pelo Campeonato Paranaense. Mas, na segunda parte do especial sobre os 100 anos do Fantasma, o Redação em Campo relembra como foram alguns campeonatos e campanhas importantes na história do clube.

1961: campeão da Zona Sul e vice do Paranaense

Em 100 anos de história, o Operário acumulou 14 vice-campeonatos Paranaenses. No ano de 1961, o Fantasma foi campeão da Zona Sul, mas perdeu o título do estadual para outra equipe do interior, o Comercial.

O campeonato daquele ano foi dividido em três zonas, a Sul, a Norte Novo e a Norte Velho. Chegaram à final da Zona Sul o Operário e o Coritiba. Na primeira partida, vitória alvinegra por 2 a 0. Na segunda, empate em 1 a 1. O Alviverde venceu a terceira por 3 a 0. No último jogo, 1 a 1 no tempo normal, resultado que persistiu na prorrogação. Então, por saldo de gols, o Coritiba foi coroado o campeão do sul.

Mas a disputa não terminou aí. O Operário levou a decisão para a justiça desportiva, com a denúncia de que o Coritiba havia jogado com um atleta irregular. Apenas meses depois, já em 1962, o Fantasma acabou ganhando a causa e sendo apontado como o vencedor da Zona Sul.

Na decisão do título do Paranaense, os campeões da Zona Norte Novo (Comercial, de Cornélio Procópio), Norte Velho (Jacarezinho) e Sul (Operário) se enfrentaram. Ao final da disputa, o Comercial levantou a taça de campeão e o Operário ficou com o vice-campeonato.

1990: ressurgimento e destaque na Série B nacional

Em 1990, o Operário realizou boas campanhas, tanto na Série B do Campeonato Brasileiro (quinta colocação), quanto na elite do Paranaense (terceiro lugar) – ainda mais para um clube que havia ficado cinco anos na Segunda Divisão do estadual na década de 80 (entre 1984 e 1988).

Na primeira fase da Série B, o Fantasma conquistou quatro vitórias, quatro empates e perdeu dois jogos. Na fase seguinte, de seis partidas disputadas, os ponta-grossenses venceram três e terminaram em primeiro do grupo, que tinha o futuro campeão daquele ano, o Sport, de Recife-PE.

A terceira fase, dividida em dois grupos com quatro clubes, classificava o campeão das chaves para a final do campeonato e para a Série A do Brasileiro de 1991. Com duas vitórias, dois empates e duas derrotas, o Operário não conseguiu chegar na primeira posição – que acabou ficando com outro paranaense, o Atlético – e terminou a competição na quinta colocação geral.

2010: volta à elite do Paranaense e às competições nacionais

Em 2010, retornando à Primeira Divisão do Paranaense após anos na Divisão de Acesso e do período sem futebol profissional, o Alvinegro surpreendeu e acabou a competição em quinto. A posição classificou o Fantasma para a Série D do Brasileiro, marcando o retorno do clube às competições nacionais após 17 anos – e com um bom desempenho.

Na primeira fase da Série D, segunda colocação no grupo A9 e classificação para a fase seguinte. No mata-mata, duas vitórias contra o Metropolitano-SC (1×0 e 3×2) e mais um avanço. Na terceira fase, um empate (0×0) e uma derrota (1×0) para o Joinville-SC – mas como foi um dos melhores colocados entre os perdedores, o Fantasma prosseguiu na competição. Nas quartas de final, duas derrotas para o Madureira-RJ (4×2 e 6×2) eliminaram o Operário.

2011: Fantasma na ponta da tabela do estadual

Embalado pela produtiva temporada de 2010, no primeiro turno do Paranaense 2011 o Operário conquistou 22 pontos (sete vitórias, um empate e três derrotas), que renderam ao time a segunda colocação. No returno, o rendimento foi inferior, com 18 pontos ganhos e a terceira posição.

Melhor time do interior nos dois turnos e terceiro colocado na classificação geral, o Operário chegou à Final do Interior e conquistou vaga para a Série D 2011 e para a inédita Copa do Brasil do ano seguinte.

A decisão do interior foi travada contra o Cianorte. Na primeira partida, disputada no estádio Albino Turbay, derrota operariana por 3 a 0. Na semana seguinte, no jogo da volta, Lisa fez o gol que garantiu a vitória do Fantasma e levou a disputa para os pênaltis. Após quatro cobranças convertidas para cada time, o goleiro alvinegro Ivan perdeu a última penalidade; o cianortense Emerson Bala balançou as redes e deu o Título do Interior para o Leão do Vale.

Na Série D do Brasileiro, a campanha não foi empolgante como no ano anterior e o Operário acabou eliminado ainda na primeira fase.

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Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.

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