Em jogo de emoções, Baiano traz a vitória para o Operário contra o Iraty

Baiano marca dois e garante vitória do Operário. Foto: Luciano Mendes

O Operário venceu o Iraty fora de casa, neste domingo (22), pela penúltima rodada do segundo turno do Paranaense 2012. Marcelinho, Lenon e Baiano (2x) marcaram para o Fantasma, enquanto Marcelo (2x) fez para o Azulão.

Pressão e equilíbrio no primeiro tempo

O jogo começou como se esperava, dada a situação dos dois times: o Operário motivado, buscando o jogo, enquanto o Iraty parecia desinteressado na partida. Prova disso foi a grande atuação do goleiro Adeílson nos minutos iniciais, e assim salvando o Azulão de tomar gols rapidamente do Fantasma.

Mas esse quadro se alterou, à medida que o jogo transcorreu. A pressão inicial exercida pela equipe de Ponta Grossa foi diminuindo, mas ainda assim o ritmo de jogo operariano era consistente. Porém, o Iraty começou a tocar melhor a bola, e o meio de campo funcionou bem até a metade da etapa inicial.

Até o final do primeiro tempo, o jogo permaneceu equilibrado, com chances criadas tanto de um lado quanto do outro. O Iraty se portou bem e criou boas jogadas pelos lados, enquanto o Operário respondeu à altura, também com chutes que exigiram atenção do goleiro Adeílson.

Jogo de emoções no segundo tempo

O segundo tempo parecia ser uma repetição do primeiro; equilíbrio, apesar do placar morno. No entanto, o que aconteceu a partir dos oito minutos mudou completamente a partida. Aos 8, Marcelinho chutou, e o goleiro Adeílson cometeu uma falha grotesca; o Operário abriu o placar. Mas, um minuto depois, Marcelo bateu na saída do goleiro e empatou a partida para o Iraty. E para testar o coração do torcedor, aos 11 minutos, Lenon arriscou o chute e colocou novamente o Fantasma à frente do placar.

A partir daí, o jogo ganhou em emoção. Chances foram criadas dos dois lados, mas nenhuma chance forte criada. Isso até os 28 minutos, quando Baiano foi derrubado na área, e o pênalti foi marcado. No entanto, o meia bateu na trave, desperdiçando o terceiro gol. E seguindo a velha máxima do futebol (quem não faz, toma), aos 31 minutos, Marcelo entrou livre na área e empatou o jogo para o Iraty.

Mas o jogo ainda ganharia mais em emoção. As duas equipes jogaram abertas, querendo vencer, e a partida ganhou em qualidade com isso. Prova dessa qualidade foi o pênalti para o Operário, em que Baiano teve nova chance de marcar, e ele conseguiu virar o placar.

Como se não bastasse, aos 43 do 2°tempo, Baiano recebeu livre na área e fechou o placar em 4 a 2 para o Fantasma. Resultado que marcou um jogo morno na etapa inicial, mas que se tornou bastante emocionante no segundo tempo.

FICHA TÉCNICA
IRATY 2 X 4 OPERÁRIO

Iraty: Adeílson; Cleiton Santos, Jessé, Luiz (Nilson), Marcondes; Denis, Ademir, Fumaça, Bastos; Cleyton (Marcelo) e Renan (Vinícius). Técnico: Antônio Marcos

Operário: Silvio; Correia (Henrique Cabecinha), Renato Saldanha, Neguete, George; Zé Leandro, Patrick (Henrique), Rogério (Lenon), Maicon Veiga; Marcelinho e Baiano.
Técnico: Lio Evaristo.

Local: Estádio Coronel Emílio Gomes, em Irati.
Data/Horário: 22/04/2012, às 15h30.
Árbitro: Ricardo de Lima Legnani.
Assistentes: Rafael Trombeta e Bruno José Ferreira.

Público/Renda: 271 pagantes/306 total / R$3.530,00.
Cartões Amarelos: Cleiton Santos e Marcondes, pelo Iraty; Renato Saldanha, Zé Leandro e Patrick, pelo Operário.
Gols: Marcelo aos 9 minutos e aos 31 minutos do 2° tempo, pelo Iraty ; Marcelinho aos 8 minutos do 2° tempo, Lenon aos 11 minutos do 2° tempo e Baiano aos 37 minutos e aos 43 minutos do 2° tempo, pelo Operário.

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Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação Em Campo.

Comentários

comentário(s)

2 respostas a Em jogo de emoções, Baiano traz a vitória para o Operário contra o Iraty

  1. Pouco mais da metade dos torcedores eram do Operario, uma pena o Irati ser rebaixado e esquecido por sua torcida…

  2. Torcida Organizada

    Espero que não desistam do futebol na região. o Que o Maluceli fez não tem perdão. A cúpula do clube não tem culpa de nada pois estava acostumada a não decidir nada, ficava tudo nas mãos do Sr. Sérgio. A decisão dele foi como largar uma criança no centro urbano e pedir para ela ir para casa sozinha. Deveria ter preparado alguém para conduzir o trabalho após a sua saida. Na verdade o que pode se esperar de um empresário de futebol hoje em dia, nada!.

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