Após oito meses de gestão caseira, o Operário vai aplicar, novamente, a terceirização do departamento de futebol. O processo inclui tanto a divisão profissional como as categorias de base.
Empresários acordaram esta semana a criação de um grupo investidor, através de uma empresa. Os interessados terão que assumir compromisso de aplicar R$ 1 mil mensais por 60 meses.
Diretor de futebol, Maurício Barbosa explica como se formará o grupo investidor - Foto: Luciano Mendes
O período se refere ao tempo de contrato de terceirização do futebol que será de cinco anos.
“Estamos verificando a formalização, conversando sobre a parte jurídica para não ficar nada pendente”, explica o diretor de futebol, Maurício Barbosa.
Apesar de não saber se fará parte como gestor, Barbosa será um dos investidores. Assim como o ex-gestor do Fantasma, Dorli Michels. O empresário também não crava que voltará à antiga função.
“Estou agora para colaborar como alguém que tem experiência, que já passou pelo Operário, até mesmo para conversar com interessados em investir, mas que ainda têm certo receio”, aponta Michels.
Os novos gestores serão escolhidos entre os próprios investidores. Segundo Dorli Michels, “já há uma sintonia de pensamento”. “Acho que vai evoluir rápido e até julho ou agosto estará tudo acertado“, confidencia.
A última gestão por terceiros no Operário terminou em setembro do ano passado, após a eliminação do Fantasma no Campeonato Brasileiro da Série D. À época, o departamento de futebol era tocado pela Premier Soccer. Vale lembrar que em dezembro há eleições no Operário.
Investimento em jogadores
A função do grupo de investidores será aplicar recursos para aquisição de jogadores que no futuro deem lucro. “O Operário ficará com 70% a 80% e o grupo com 20% a 30% do atleta. A parte do grupo será dividida com os interessados quem tenham cotas”, detalha o diretor Maurício Barbosa.
A intenção é agregar empresários principalmente de Ponta Grossa. Os interessados poderão participar com quantas contas quiserem. O contrato valerá a partir da formalização da empresa e não inclui os jogadores Correia, Maiquinho e Patrick. Estes vão continuar sendo apenas do Operário.
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