Ele teve passagem recente no futebol paranaense. Hoje, está no Grêmio Barueri, equipe que disputa a Série A2 do Campeonato Paulista e o Brasileiro Série B, que tem início em maio.
Natural de Itabuna (BA), Evandro Guimarães é um nome que com certeza está vivo na memória dos torcedores do time dos Cinco Conjuntos, em Londrina, o Cincão Esporte Clube. Evandro foi técnico da equipe londrinense em 2011 e conquistou ainda com o Cincão, o prêmio de melhor treinador, no torneio Cotif, em Valência, na Espanha no ano passado.
Vale lembrar que, Evandro Guimarães foi o primeiro brasileiro eleito como melhor técnico nesta competição, que é realizada desde 1984. Como jogador atuou em Israel, Itália, Bolívia, El Salvador e Brasil. E agora você fica sabendo um pouco mais sobre o perfil deste profissional no bate-papo que o Redação em Campo teve com Evandro Braz Guimarães.
Nos conte um pouco sobre o início da sua carreira. Como tudo começou, ser técnico foi uma opção, era um sonho?
Evandro Guimarães - Iniciei quando parei de jogar profissionalmente e sofri uma lesão nos ligamentos [Evandro atuava no Frosinone Calcio, da Itália]. Aí veio a idéia de um curso preparatório, sonho. Creio que esse acaba sendo um caminho natural dos jogadores profissionais que tem uma visão tática e condução de trabalho, mas não significa também que um ex- jogador vai ser um bom treinador. Tem que se preparar para profissão.
O Cincão Esporte Clube conquistou o acesso para a Segundona Paranaense 2012. No ano passado você foi o técnico da equipe. Como foi essa experiência com o Cincão?
Evandro Guimarães - Muito boa!! Hoje sou um embaixador do Cincão Esporte Clube. Onde passo falo desse clube que ficou marcado em minha carreira. O presidente Gilberto Ponce tornou-se um grande amigo querido. Um dia volto a trabalhar no Cincão Esporte Clube.
No seu trabalho com o Cincão em 2011, antes da Divisão de Acesso, a equipe participou do Torneio Internacional Cotif, em Valência (ESP) e você foi eleito o melhor técnico da competição. O que tem a nos contar sobre essa conquista?
Evandro Guimarães - Sou muito honrado por ter sido eleito o melhor treinador de uma competição internacional com 30 anos, com clubes e seleções de todo mundo. Ainda mais com participação de Barcelona, Santos, Villareal, Levante, Gamba Osaka, Juventude, Valencia, todos clubes tradicionais, e nesse ano 2012, somente seleções participam desse torneio.
Você saiu do futebol paranaense para trabalhar no interior paulista. Como está sendo trabalhar com o Grêmio Barueri?
Evandro Guimarães - Foi um caminho natural. Fiz um bom trabalho no Estado do Paraná e a visibilidade aumentou sobre a carreira e graças a Deus chegamos aqui, e estamos fazendo o melhor.
Até hoje na sua carreira como treinador, qual momento você destacaria como mais importante?
Evandro Guimarães - Dois momentos que posso destacar: primeiro ser eleito o melhor do Cotif e segundo, essa oportunidade no Grêmio Barueri assumindo a equipe principal como interino.
Sobre a carreira no futebol, seja no Paraná ou em qualquer outro estado do Brasil. É mais difícil começar como técnico ou como jogador?
Evandro Guimarães - Sem dúvidas que começar como técnico porque é um mercado muito distinto e que às vezes, não te dá oportunidades.
Falando sobre o futebol do Estado do Paraná. Qual é a parte boa do futebol paranaense e o que ainda precisa melhorar?
Evandro Guimarães - O estado é muito bom e agradável de trabalhar. Ótimo mercado, sem “pré-conceito” profissional, algo que falo porque eu passei em outro estado. O que precisa melhorar? O nível das competições de Segunda e Terceira Divisões. Mais organização por parte da Federação Paranaense de Futebol. Por exemplo, não podemos admitir um campeonato profissional que permite W.O. Em alto nível não se pode haver mais esse tipo de recurso.
Se desejar, fique à vontade para falar mais ou deixar algum recado.
Evandro Guimarães - Somente agradecer a todos da imprensa e abraçar meus amigos que deixei no estado. Dizer que existe um desejo de certamente voltar a trabalhar no estado do Paraná se Deus permitir. Além disso, quero agradecer também a minha esposa Andresa e meu filho de seis anos, Ariel, dois guerreiros, que mesmo longe, estão sempre comigo.
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