Furacão comemora 88 anos de muita história

Foto: Eduardo Bispo/ Redação em Campo

Depois de presentear a torcida com uma bela vitória por 3×0 sobre o Cianorte, pela 5ª rodada do 2º turno do Campeonato Paranaense, o Atlético celebra nesta semana uma data mais do que especial: o aniversário de 88 anos do clube e a continuidade de uma história vitoriosa.

Títulos, recordes, jogadores marcantes, uma torcida apaixonada… Tudo isso caracteriza as quase 9 décadas de vida de um dos clubes mais tradicionais do futebol brasileiro.

 

O começo

Originado da fusão entre Internacional Futebol Clube e América Futebol Clube em 26 de fevereiro de 1924, o Atlético conquistou seu primeiro título paranaense já na temporada seguinte, em 1925, e rapidamente se transformou em uma das forças do esporte local (a equipe esteve presente em todas as finais no período entre 1925 e 1930, sagrando-se campeã em três oportunidades).

 

Nasce o Furacão

Em 1936, o Rubro-Negro chegou ao 5º título paranaense de forma invicta, encantando o torcedor. Mas foi no final da década de 40 que o “Furacão” resolveu dar o ar de sua graça. Em 1949, após uma vitória sobre o Britânia, o já extinto jornal Desportos Ilustrados cunhou a equipe curitibana com o apelido que a acompanha até os dias atuais. Naquela edição do estadual, não houve quem competisse com o Atlético, que obteve 11 triunfos consecutivos e chegou ao 9º título paranaense.

 

Vacas Magras

Nas décadas seguintes, o torcedor atleticano não teve muito o que comemorar. Entre 1950 e 1981, o Atlético só levantou o caneco estadual duas vezes, vivenciando um capítulo negro em sua história. O momento era tão ruim que, em 1967, o time foi rebaixado à 2ª divisão do Campeonato Paranaense. Nem mesmo a presença de Djalma Santos e Bellini (campeões mundiais com a Seleção Brasileira) no elenco, em 68, mudou o panorama.

A situação só iria melhorar em 1982, quando o “Casal 20” Washington e Assis comandou o Furacão e deu fim ao jejum de títulos estaduais, que já durava 12 anos.

 

Retorno aos títulos e ressurgimento

Se os anos 80 ficaram marcados como o resgate atleticano (incluindo uma inesquecível semifinal de Brasileirão contra o poderoso Flamengo, em 1983), foi na década seguinte que a equipe alicerçaria a chegada ao ápice de sua história.

Em 1995, uma diretora encabeçada por Mário Celso Petraglia, adotando a filosofia do Atlético Total, realizou uma revolução no clube. A reedição do “Casal 20”, formada agora por Oséias e Paulo Rink, conduziu o Furacão ao retorno à 1ª divisão nacional.

Em 1999, a Arena da Baixada foi reinaugurada e foi palco da vitória atleticana na Seletiva da Libertadores, que garantiu ao time o direito de disputar o torneio mais importante das Américas pela 1ª vez na história. No ano seguinte, o Atlético daria início à sua maior sequência de títulos estaduais: o tricampeonato de 2000/2001/2002.

 

Título brasileiro e surgimento do Furacão das Américas

Em 2001, o Furacão alcançaria finalmente o tão sonhado título nacional, impulsionado pelo ataque formado por Alex Mineiro e Kléber. O triunfo no Brasileirão veio após duas vitórias sobre o São Caetano (4×2 na Baixada e 1×0 no Anacleto Campanella). Três anos mais tarde, em 2004, contando com o goleador Washington, o Furacão ficou com o vice.

Em 2005, mais uma momento inesquecível. Desacreditado por muitos, o Atlético fez uma campanha memorável na Taça Libertadores e realizou uma inédita final brasileira com o São Paulo, ficando com o vice. O “Paranaense” (como foi chamado pela imprensa estrangeira) deixou pelo caminho clubes tradicionais, como Cerro Porteño/PAR, Santos e Chivas Guadalajara/MEX, recebendo o apelido de Furacão das Américas.

Em 2006, mais um belo desempenho internacional. Na Copa Sulamericana, o Rubro-Negro chegou às semifinais depois de passar por Paraná, Nacional/URU e River Plate/ARG, caindo diante do Pachuca/MEX.

 

Final da década de 2000 – quebra de recorde estadual e rebaixamento no Brasileiro

Em 2008, o Atlético bateu o recorde do Furacão de 49 e alcançou 12 vitórias consecutivas no Campeonato Paranaense (mas acabou ficando em 2º na competição). No ano seguinte, chegou à conquista do 22º e último título estadual, batendo o Coritiba na final.

Depois de terminar o Brasileirão de 2010 em 5º lugar, o Rubro-Negro escreveu mais um capítulo negro em sua história na temporada posterior. Na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2011, o Furacão bateu o Coxa por 1×0, impediu o rival de chegar à Libertadores, mas não escapou da degola. Terminando a competição na 17ª colocação, acabou rebaixado.

 

Momento atual

Em 2012 o Atlético busca a reabilitação no cenário nacional. Já garantido na decisão do paranaense de 2012, o time comandado por Juan Carrasco disputa atualmente a Copa do Brasil (encara o Criciúma, na 2ª fase) e se prepara para a disputa da Série B do Brasileirão.

 

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Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.

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