Os conselhos deliberativo e administrativo do Atlético divulgaram, na noite da última terça-feira, 20, uma nota onde o Furacão se defende da acusação de que não teria como pagar o dinheiro emprestado junto ao Banco de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES – para a realização do restante das obras na Arena da Baixada, visando a Copa do Mundo de 2014, e estaria esperando o perdão da dívida por parte do órgão federal para quitar a obrigação.
Em trecho do documento postado no site oficial do Furacão, o clube afirma que o financiamento “seguirá as boas práticas bancárias, em rigorosa obediência à legislação que rege a matéria, com as necessárias garantias, não havendo qualquer possibilidade, tampouco intenção, de o clube deixar de honrar o compromisso assumido com o banco”.
Além disso, na nota, indo contra a ideia do calote, é reiterado o fato de que – após passar por auditoria – o Centro de Treinamentos do Caju foi dado como garantia, caso o Atlético não possa pagar o empréstimo.
Primeira fase das obras é concluída
O Rubro-Negro anunciou, também, a finalização da primeira etapa das alterações feitas na Baixada para adequá-la às normas exigidas pela federação internacional de futebol, a FIFA, em prol da realização da Copa do Mundo.
Dentre o que foi concluído nesse primeiro instante, estão a retirada das cadeiras e a demolição da cobertura do Joaquim Américo. Ambas se realizaram com dinheiro captado pelo próprio Atlético.
A segunda parte das obras (demolição dos pilares do estádio – causadores de pontos-cegos – e construção de muros de sustentação) começou há cerca de uma semana e está prevista para terminar ainda este ano.
A polêmica em torno do “calote” atleticano reside justamente nessa etapa complementar de empreendimentos, uma vez que o time não teria recursos suficientes para bancá-la (recorrendo, por essa razão, ao BNDES).
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