Em 2008 um movimento, ou melhor, a intenção de formar uma liga entre 24 clubes das duas principais divisões do Campeonato Paranaense deu início a Futpar. Era para ser o começo da independência dos clubes paranaenses em relação à Federação, mas logo vieram duros golpes que fizeram a nova entidade ruir aos poucos. Primeiro foi a deserção do Coritiba, depois o Londrina também pulou fora do barco. Isso enfraqueceu substancialmente a recém-criada liga.
Na teoria seria o primeiro passo para que os clubes realmente tivessem poder perante as decisões da FPF, o que poderia, inclusive, servir de exemplo para clubes de outros estados e, claro, para colocar em xeque o poderio exagerado de algumas federações.
Atualmente a Futpar está ativa apenas no papel e tem como presidente Luiz Linhares, presidente do Engenheiro Beltrão, mas está totalmente desagregada entre os próprios clubes. Há quem diga que haja um movimento para que ela retorne em um futuro próximo, ainda mais que seu idealizador, Mario Celso Petraglia, voltou à cena futebolística do estado no comando do Atlético.
Para ele e outros dirigentes do estado a retomada da Futpar seria o começo da revolução dos clubes. Pessoalmente, vejo as ligas como uma forma que os clubes têm de não serem escravizados e de não terem que rezar na cartilha de entidades, mas isso só será possível se o idealismo dos dirigentes for maior que o medo de confrontar opiniões com a Federação. Obviamente, que ambas podem trabalhar em conjunto, o que seria muito bom para o futebol do estado, desde que feito com inteligência.
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Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.

Os clubes de futebol não seguem cartilhas de federação, pois eles é quem se reúnem e decidem as fórmulas do Campeonato, cotas de televisão, jogos, regulamento, assinam e concordam o que foi decidido em coletivas reuniões arbitrais. Logo, se criarem outra coisa (Liga) lógico que teremos outra cartilha além daquela que já existe, somente mudando o SIGA O LÍDER para outro lado, nem tão bom e nem tão ruim. Somente outro. Não me parece coerente. O que me parece bem coerente em um país democrático, é criar uma chapa de oposição e alguém que se acredite melhor que a presidência atual queira entrar e mudar as coisas. Mas, ninguém me parece querer o lugar do Ricardo Teixeira e do Sr Hélio Cury. Pois se eu quisesse o lugar deles, iria me preparar para ser melhor e me apresentar publicamente. Não imagino uma federação e outra Liga andando juntas num mercado que mal cabe uma Federação. Temos que ter um pouco mais de ousadia e criatividade.
Concordo com gênero, número e grau com o Mauro. Criar uma liga, é criar uma nova federação. Se os nossos dirigentes fossem conscientes e realmente sérios, iriam nas reuniões lutar pelo melhor do clubes. Ao contrário disso, somente pegam o regulamento dias antes dos arbitrais, concordam com tudo que a Federação fala e fica tudo certo. Depois que o campeonato começa, conforme os clubes são prejudicados, ai que os dirigentes esbravejam, querem mudar tudo, entrar na justiça e tudo mais.
Esse ano o presidente do Londrina, que não é puxando a sardinha pro nosso lado, pois antes dele tivemos alguns presidentes mais corruptos do que os piores políticos existentes, mas que o atual presidente cláudio canuto se mostra uma pessoa muito séria e idônea. Ele queria discutir muitos pontos do regulamento, mas o regulamento deveria ser seguido a risca igual ao do ano passado e como o Londrina voltava da segunda divisão não pode opinar em nada.
Então nós, torcedores do futebol paranaense, esperamos que no próximo campeonato, que se precisar podem ser mudados regras, valores, etc… que TODOS os presidentes dos clubes, realmente pensem no melhor do futebol paranaense e que possam fazer valer os seus votos pra melhorar cada vez mais o nosso futebol.
Se a mesmisse continuar, com Federação ou com Liga, continuaremos sim, nós torcedores e nossos amados clubes, reféns de seus próprios defeitos e marasmos.
Acho que todos torcedor verdadeiro dos clubes paranaenses quer um campeonato, um futebol e os clubes parananeses fortes, mas pra que isso realmente aconteça, precisamos de ação.
Bem verdade os comentários feitos aqui, mas acredito ser de bastante valia ter uma alternativa ao que a Federação impõe e que invariavelmente não é questionado pelos clubes. Pode ser que realmente mudasse apenas o comando da cartilha, como disse o Mauro, mas eu acho que se os próprios clubes reclamam tanto dos desmandos da FPF, porque não tentar algo diferente. Nada é tão impossível que não possa ser tentado.
No texto eu quis realmente deixar uma reflexão a quem se interesse, sejam torcedores, jornalistas e até mesmo os clubes. Sempre cabe um olhar oposto ao que está no comando, caso contrário os cabrestos ficarão perpetuamente sobre a cabeça do futebol paranaense.