Algo diferente acontece neste Campeonato Paranaense. Há pouco tempo atrás, era comum ver algumas equipes mudarem com frequência de nome e de cidade, criando pouca identificação com a cidade. Casos como os da ADAP, Galo Maringá, J.Mallucelli e Império Toledo incomodavam à maioria dos torcedores paranaenses, pois os times entravam e saíam das cidades, deixando a região um tanto orfã de bom futebol.
No entanto, esse quadro mudou nos últimos anos. Ao invés das equipes se reinventarem e se lançarem como apostas aos empresários, hoje vemos os clubes tradicionais do interior ganhando uma injeção de recursos e incentivos, fazendo ressurgir alguns dos times mais tradicionais da história do futebol local.
Londrina, Operário, Arapongas, Cianorte, Toledo e Grêmio Maringá são apenas exemplos do poder de atração que as ”marcas” antigas tem para os empresários. O caso do Londrina talvez seja o mais emblemático; esquecido na Série Prata, o time fez uma parceria com o empresário Sérgio Mallucelli, e conseguiu, além da volta à elite estadual, o ganho de confiança dos torcedores londrinenses. Outros casos são de empresas locais que exibem suas marcas no time da cidade, como funciona em Cianorte e Ponta Grossa (Operário).
Mas ainda há muita coisa há evoluir nesse sentido. Rio Branco, Cascavel e Iraty ainda patinam nessa relação com grandes nomes das economias locais, o que é uma pena, pois estes também tem nome forte na história do nosso futebol. O exemplo está aí, com os ”colegas” de tabela: Cianorte e Arapongas ficaram na ponta do primeiro turno, o que acontece com o Londrina e também o Toledo no segundo; o Operário está na Copa do Brasil deste ano. Para quem acha difícil investir nas coisas da terra, fica registrado o conselho.
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Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.