O clássico AtleTiba já trouxe muitas alegrias e sofrimento para os torcedores dos dois clubes, mas a rivalidade só cresce. São anos de histórias desses jogos entre Atlético Paranaense e Coritiba, relembre aqui os três mais emocionantes, para o Coxa, dos últimos dez anos:
ATLÉTICO-PR 3 X 3 CORITIBA - 18/04/2004
O final do Campeonato Paranaense de 2004 era esperado por ambos os lados como uma verdadeira guerra. O Coxa havia vencido a primeira partida por 2 a 1, dentro do Couto Pereira, e um empate daria o título ao Verdão, porém, o jogo foi quente e bastante decisivo.
Quem abriu o placar foi o Coxa, em um golaço de fora da área do lateral Jucemar, porém, o Furacão foi mais longe, empatando e virando a partida, com dois gols do zagueiro Rogério Corrêa. Após isso, o Coxa tinha que atacar, pois o placar levava para os pênaltis. Aos 35, Tuta empatou, aproveitando cruzamento de Adriano, mas não demorou muito para o Atlético voltar a frente, com gol de Igor.
O jogo era quente e o Atlético atacava, mas aos 32 minutos do segundo tempo, um gesto histórico calou a Arena da Baixada. Ricardinho, pela esquerda, cruzou perfeito para Tuta meter de cabeça para dentro do gol e sair com o dedo indicador na boca, indicando “silêncio”, para toda a torcida atleticana, garantindo o título alviverde.
CORITIBA 3 X 2 ATLÉTICO-PR - 25/10/2009
No ano de seu Centenário, o Coritiba não teve motivos para felicidades, a não ser manter a invencibilidade contra o seu maior rival, o Atlético Paranaense. Em 25 de outubro, as duas equipes fizeram um jogo histórico dentro do Couto Pereira. A equipe de Ney Franco, comandada por Marcelinho Paraíba começou o jogo não muito bem e logo foi castigado. Após cobrança de escanteio de Paulo Baier, Ariel desviou e marcou contra.
A torcida, impaciente, já começava a reclamar não só do argentino, mas do time todo. Não durou tanto as reclamações, aos 18, apenas dois minutos depois do gol rubro-negro, Marcelinho fez jogada pela esquerda e cruzou para Ariel empurrar para dentro do gol e fazer a torcida Coxa-Branca explodir.
Aos 14 do segundo tempo, entrou o jogador que mudaria toda a partida. O volante Leandro Donizete sentiu uma fisgada e deu espaço para o lateral Márcio Gabriel, que colocou fogo no jogo e provocou a expulsão do lateral-esquerdo Alex Sandro . Aos 24 minutos, após escanteio e embolação no meio da área, a bola sobrou para o zagueiro Jéci colocar para dentro e virar o placar, enlouquecendo a torcida Coxa-Branca.
Mas o Atlético jogava bem com a dupla Paulo Baier e Marcinho, e não demorou para ela dar um resultado ainda maior. Paulo Baier lançou Marcinho, que bateu bem, tirando do goleiro Edson Bastos e colocou a igualdade novamente no placar.
Ambos os lados estavam conformados que o empate seria o melhor resultado, mas tinha um jogador que havia entrado, Marcos Aurélio, que não conseguia ver justiça neste empate, e foi aos 47, que após falta sofrida por Márcio Gabriel, quase na linha de fundo, pediu a bola para levar os três pontos para o lado alviverde. Marcelinho ajeitou a bola e parou para ver as pessoas que estavam na área, mas, inteligente, rolou para trás, e Marcos Aurélio soltou a pancada para virar a partida novamente e dar números finais.
CORITIBA 2 X 0 ATLÉTICO-PR - 18/04/2010
Repetindo a data do jogo histórico na Arena da Baixada, o Coxa, na segunda divisão do Campeonato Brasileiro e motivo de piadas pelo Brasil inteiro por causa do fatídico dia 06/12/2009, onde a torcida se revoltou com o rebaixamento do clube em seu centenário e quebrou o estádio inteiro, com uma invasão ao gramado. O Coritiba havia feito um ótimo campeonato paranaense, e precisava vencer o Atlético para ser campeão um jogo antes.
Após uma grande reestruturação dentro de todo o clube e a entrada de Vilson Ribeiro de Andrade como vice-presidente já ia colhendo bons frutos para o futuro, e no jogo, não foi diferente. Estádio lotado, e os nervos a flor da pele. O Coxa tentava atacar durante todo o primeiro tempo, levando perigo ao gol de Neto, mas os gols saíram apenas no segundo tempo.
Aos 5 minutos do segundo tempo, Rafinha faz uma jogada perfeita pelo lado esquerdo do campo e toca para o meio da área, na chegada de Marcos Aurélio, que bate seco na bola e manda no ângulo, sem chances de defesa. A explosão no Couto Pereira foi gigantesca, libertando o grito da torcida que pouco havia comparecido durante todo o campeonato.
Um minuto depois do gol, o Atlético teve uma grande chance com Tartá, mas Edson Bastos salvou o que poderia ter estragado a festa alviverde. Aos 28 minutos, o angolano Geraldo, que estava começando a ser aproveitado na equipe principal do Coxa, foi ousado, driblou por duas vezes o zagueiro Manoel, deixando-o no chão e bateu na saída do goleiro Neto para garantir um título, apenas cinco meses após a maior tragédia da história do clube.
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Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo