O ano de 2011 tem sido um pesadelo para o Atlético Paranaense. Viu seu maior rival ser campeão estadual invicto, não foi longe na Copa do Brasil e briga novamente contra o rebaixamento no Brasileirão. Um ano para esquecer. Na verdade, para aprender. Aprender a se planejar e dar a importância que o investimento na montagem do elenco deve ter.
Uma série de erros são os responsáveis por essa situação real de queda que o Furacão passa. O pouco investimento e fraco desempenho no primeiro semestre somado ao título fácil do Paranaense conquistado pelo Coritiba; a compra de um jovem de 20 anos para ser o salvador da pátria, baseado em vídeos de uma única temporada no campeonato uruguaio; as várias mudanças no comando técnico, totalizando seis treinadores no ano; e, é claro, as brigas internas e as várias dispensas durante o nacional.
Parece que tudo que acontece com o Atlético em 2011, vem na hora errada. O time tinha o pior ataque do campeonato, com apenas dois gols marcados e um ponto ganho, quando Renato Portaluppi chegou. Sob seu comando, o time ganhou corpo, parecia uma equipe pela primeira vez no ano e chegou até a sair da ZR. Porém, o projeto foi abandonado pelo simples fato de não contratarem o centroavante pedido por Renato - o volante Fransérgio foi utilizado na função. Tudo bem, Portaluppi pegou pesado ao pular do barco com essa desculpa, mas isso mostra como o Furacão já dava sinais que tinha sérios problemas internos.
Porém, nada se compara aos acontecimentos do último mês. No começo de outubro, o meia Madson, vice-artilheiro do time no ano até então, foi dispensado por indisciplina. Ontem, o zagueiro Rafael Santos e o lateral Edilson também foram afastados do elenco. Segundo nota oficial, Rafael teve suas férias antecipadas e deve se apresentar no início do ano que vem. Não digo que os jogadores estão errados e a diretoria certa e nem o contrário, só defendo que deveria existir mais comprometimento de todos com a instituição Atlético Paranaense neste momento delicado da história do clube. Jogadores deveriam ter consciência de que a situação está cada vez mais irreversível e acabar com os casos de indisciplina, enquanto que a diretoria deveria ter a habilidade em contornar esses casos e blindar o time, para manter o foco no único objetivo que sobrou: salvar o Furacão da decola.
A esperança ainda existe. De acordo com o técnico Antônio Lopes, três vitórias nos próximos três jogos na Arena - contra Atlético Goianiense, São Paulo e Coritiba -, além de uma vitória longe de casa, garantem o time na primeira divisão em 2012. Com estes 12 pontos, o time chegaria a 43, número dado como suficiente pelos matemáticos para escapar do rebaixamento, no Brasileirão cada vez mais equilibrado.
Ao torcedor fanático, resta manter a fé de que no futebol tudo é possível.