Blog do Redação - A metáfora da parceria, por Emmanuel Fornazari

Você acorda numa manhã qualquer, segue a rotina. Escova os dentes, bate aquela água no rosto, senta, toma seu café. Tudo parece igual, até que, ao atualizar a caixa de email, se depara com uma proposta de um investidor já conhecido - mas nem tanto.

Sua empresa tem acesso ao mercado e um público consumidor fiel. Ainda mais depois dos seguidos acessos nos níveis de aplicação. O investidor vem com uma proposta tentadora, que gera expectativa em todos aqueles que o cercam.

Você pensa… Há ao seu lado, um colaborador que o ajudou a reafirmar este setor lucrativo. Porém, num passo rápido, num acerto obscuro, acontece a saída do sócio antigo para chegada de um parceiro novo. Um sotaque diferente, não habituado ao frio do sul.

A entressafra de aplicação fez com que os funcionários adiantassem as férias. Como necessário, o comandante mantido a frente da equipe planejou o reforço da mão de obra.

A suposta seguridade transparecida do investimento dava razão a aposta - de ambos os lados - da tal parceria. O horizonte parecia ser apenas um obstáculo superado. Já se aguardava a comemoração dos 100 anos da marca em 2012, com ascensão meteórica nas projeções do ano atual.

Porém, foi só soar o apito de início das atividades para que os problemas começassem a aparecer. Foi aos poucos, como aplicações de déficit pequeno que somadas provocam rombo na empresa.

A instabilidade interna também chegou ao setor produtivo. Supostos desentendimentos entre os trabalhadores e seu chefe direto. Ditos burburinhos que não podiam sair da estrutura. Precisam ser resolvidos dentro da fábrica.

Mas quando não resolvidos se tornam um programa ainda mais grave. E se não modificados, ficam sem volta, mesmo com uma recuperação num segundo plano. O que se espera em situações de risco? O planejamento– novamente - de ambos os lados da parceria.

Porém, se os interesses de aplicação rumam em estradas diferentes, os trevos começam a não guiar para os mesmo caminhos. De um lado, o passional, do outro o financeiro. Desenvolver paixão em quatros meses parece um tanto quanto improvável para os gestores da valia.

Mas e a parceria? Não é firmada para que um ajude o outro? A princípio, sim. Porém ela precisa ser firmada de maneira oficial. O acordo de boca não se mostra mais fiel, tendo em vista a existência do preto no branco. Talvez, hoje, mais inseguro do que conversa entre pescadores (nada contra, só alusão a conotação).

E assim se fez, quando precisou, o Operário Ferroviário Esporte Clube (OFEC) viu seu investidor sumir feito um fantasma, deixando apenas o gasparzinho para os profissionais em qualificação, conhecidos como, jogadores da base. Um desleixo do investidor? Também. Porém, não firmar acordo oficial com um ‘parceiro’ de outras fronteiras é um tanto quanto temeroso.

E como planejar o futuro do setor mais lucrativo que sempre foi gestado por terceiros, nos últimos anos? Talvez uma parceria “consigo” seja mais segura. Se alguém resolver desistir de algo, vai abrir mão de tudo e de si mesmo. E, agora, nesse “negócio” a paixão vai ter que criar o espírito investidor e financeiro, que sempre ficou para outrem.

O que não pode mudar é a preparação para 2012. A marca continua a comemorar 100 anos. A história não se desfaz e não para. E não é simplesmente uma marca, mas sim uma religião. Nela, os adeptos confessam seu amor. Por outro lado, pedem pregação do total, principalmente de quem coordena o “dízimo” dos espetáculos de futebol no final de semana.

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