Redação em Campo entrevista atacante Cléo, paranaense que faz sucesso no futebol Chinês

Cléo em campo com a camisa do Partizan

Ficha Técnica:

Cléverson Gabriel Córdova
9 de agosto de 1985 (26 anos)
Guarapuava (PR)
1,87
86 Kg
Destro

Clubes
Comercial, Olivais Moscavide, Atlético-PR, Ferroviária, Figueirense, Estrela Vermelha, Partizan Belgrado e Guangzhou Evergrande

 

É um prazer conversar com você Cléo.

Cléo - O prazer é meu amigos do Redação, que é um site que sempre acesso aqui da China, muito bom mesmo!

Você é de Guarapuava certo? Conte para os leitores do Redação em Campo como era o garoto Cléo na sua infância na região centro-sul do Paraná, e como surgiu essa vontade de jogar futebol ?

Cléo - Então, sempre fui uma criança muito família, sempre junto com meus irmãos e primos, sempre fui muito simples e tenho os mesmos amigos daquela época e nunca esqueço minhas raízes. A vontade de jogar começou muito cedo, eu tinha sete anos em um campo de terra que tinha perto da minha casa nós treinávamos sem tênis, era um projeto do bairro e ali que surgiu o interesse pelo futebol.

Você começou no futsal, na Associação Atlética Batel, em sua cidade de origem, foi difícil pra você essa transição do salão para o campo? Como foi a oportunidade de se profissionalizar no Comercial de Cornélio Procópio?

Cléo - Sim comecei no futsal, joguei até os 14 anos, depois disso recebi um convite do Guarapuava Esporte Clube para jogar o campeonato amador e em um desses jogos o presidente da Associação Atlética Batel me viu jogando. Na época tinha 16 anos e foi no Batel que me profissionalizei, depois fui para o Comercial e para um time do meu empresário que era o Primavera de Indaiatuba que sequer cheguei a jogar, mas conta sim no meu currículo (risos).

Com dezenove anos você já teve a chance de jogar na Europa, foi para o Olivais Moscavide, de Portugal, mas devido a problemas com passaporte e visto de trabalho foi obrigado a voltar ao país mesmo indo bem, de treze jogos marcando sete gols pela equipe portuguesa, o que aconteceu?

Cléo - Surgiu essa oportunidade de jogar em Portugal, tinha dezoito anos, fiquei lá por seis meses, estava em uma fase boa fiz bons jogos e marquei alguns gols, mas até então não tinha visto de trabalho e vim de férias no final do ano para o Brasil, quando retornei me barraram na entrada e não tive essa autorização para entrar em Portugal.

E após tudo isso surgiu a possibilidade de jogar pelo Atlético Paranaense, mesmo que por um curto período deve ter sido uma experiência boa pra você poder jogar no seu estado e a família acompanhar você de perto.

Cléo – Então, com todos esses problemas que aconteceram em Portugal surgiu essa oportunidade de jogar pelo Atlético Paranaense, onde aprendi muito, eu era muito jovem e estava com jogadores experientes e foi uma fase muito boa na minha vida poder jogar no meu estado, e sim minha família assistiu aos jogos que participei na Arena, era um sonho se tornando realidade, foi lindo!

E a volta ao Olivais foi boa, artilheiro e destaque do time, o que despertou o interesse do Estrela Vermelha, da Sérvia. Muito se fala da diferença de jogo de país para país, o que você pode destacar das experiências do futebol brasileiro, sérvio e português? Qual você se encaixa mais?

Cléo - Voltei à Portugal muito mais maduro de quando fui pela primeira vez, consegui me adaptar muito bem e fiz muitos gols e com isso surgiram várias propostas para sair. Aceitei ir para a Sérvia, pois o Estrela Vermelha se tratava de um dos maiores clubes do país. Diferenciar é um pouco complicado, claro que cada um tem suas dificuldades, como sou um atacante de área não tenho muita dificuldade de adaptação, pois quase em todos os clubes do mundo existe um atacante de área.

Você foi o primeiro jogador em 20 anos a jogar pelos dois clubes de maior expressão da Sérvia consecutivamente e, dos doze jogadores que já atuaram nos dois principais rivais do futebol sérvio, foi o único estrangeiro. Como isso repercutiu no país? Em nenhum momento ficou preocupado com tal situação?

Cléo - Quando acabou meu contrato com o Estrela Vermelha surgiu a oportunidade de jogar pelo Partizan Belgrado, que era o atual campeão nacional, eu aceitei. Depois que senti como repercutiu no país, no começo fiquei preocupado, mas com o decorrer do tempo foi tranquilo, as duas torcidas entenderam a situação e sabem que jogador profissional passa por essa situação como aconteceu com o Petkovic aqui no Brasil que trocou Flamengo pelo Fluminense, e na vida de jogador isso é possível acontecer.

E essa experiência de jogar uma Champions League, conte como é poder contar para os seus filhos e netos que atuou na competição mais charmosa do planeta?

Cléo - Realmente não tem explicação, uma coisa de outro mundo aproveitei cada momento, mesmo nosso time não tendo chance de disputar com potências mundiais fiquei muito feliz e sem dúvidas vou ter muitas histórias para contar.

Depois de tudo isso, você foi jogar na China, mesmo time do Conca, conte-nos como é jogar no futebol Chinês ao lado de um dos melhores e mais habilidosos meio campistas sul-americanos?

Cléo - Tive a oportunidade de vir para a China, foi uma proposta que não podia recusar, pois é um campeonato que está evoluindo muito, depois contrataram o Conca que nos ajudou muito para conseguir o titulo nacional, sem dúvidas um jogador incrível e também como pessoa, então para mim é um prazer jogar com ele.

Cléo, com 26 anos ainda sonha em vestir a Amarelinha?

Cléo - Falar sobre isso é bem complicado principalmente jogando na China e com tantos jogadores de alto nível que o Brasil tem. Mas tenho que ser sincero porque o sonho de todo jogador brasileiro é jogar com a amarelinha, eu não sou diferente.

E pela Sérvia? Podemos ver o Cléo jogando a Copa de 2014 no Brasil com a camisa do país do Petkovic?

Cléo - Eu aceitei me naturalizar pelo carinho do povo Sérvio comigo e pelo reconhecimento do meu trabalho, se um dia tiver a oportunidade de defender um país, seja ele qual for, sem dúvida nenhuma vou dar o meu melhor porque isso é uma honra para um jogador.

Tem vontade de retornar ao Brasil? Ao futebol paranaense?

Cléo - Sem dúvida alguma, se tiver uma oportunidade quero voltar sim, e claro jogar no Paraná que é meu estado e minha casa, seria sensacional.

Assista abaixo alguns gols do centroavante

 

 

PS:O Guangzhou Evergrande, time de Cléo, conquistou o Campeonato Chinês pela primeira vez, na quarta-feira 28/09. A goleada de 4 a 1 sobre o Shaanxi Chanba garantiu o título por antecipação. O atacante marcou dez gols pela equipe, mas infelizmente se lesionou e não atua mais esse ano pela equipe chinesa.

 

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Preserve o jornalismo e cite a fonte ao copiar. Se diploma não vale nada, a ética deve servir. Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.

Comentários

comentário(s)

1 resposta a Redação em Campo entrevista atacante Cléo, paranaense que faz sucesso no futebol Chinês

  1. Glauber Prudencio

    Como que um cara desse não tem chance na seleção do mano? enquanto Hulk, Robinho, Bobô, Afonso Alves, GRaffite são chamados? ¬¬ Difícil ver o critério usado, aliás, difícil entender esse critério!

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