Mais eficaz na defesa do que no ataque, Coritiba não saiu do zero contra o Figueirense

Foto: Site Oficial do Coritiba

Jogo franco, busca pelo gol, chances criadas, jogadas aéreas, passes errados, contra-ataques, tudo isso fez parte do jogo entre Figueirense e Coritiba em Florianópolis. Só o principal não aconteceu, a marcação de gols. Sendo assim, o Coritiba se afasta mais das chances de disputar a Libertadores da América no ano que vem via Brasileirão. Na próxima rodada o Verdão recebe o Grêmio, no sábado, às 18h.

Nem para lá, nem para cá

Clima quente, agradável, tudo propício para a prática do esporte mais popular do país, essa era a atmosfera que envolvia Figueirense e Coritiba. Times que estão em posições parecidas na tabela e que começaram o jogo também de forma parecida, ou seja, com bastante equilíbrio. Tcheco logo tentou desequilibrar para o Verdão e teve uma boa chance, mas a bola passou muito perto do gol de Ricardo e não entrou.

Começo de jogo serve para as equipes se estudarem, teoricamente, mas o Coritiba queria desobedecer esta cartilha e passou a investir em jogadas rápidas e em contra-ataques para surpreender o Figueira que, por sua vez, tinha dificuldades ofensivas. O alvo dessa ineficiência foi o meia Maicon, toda vez que pegava na bola a torcida alvinegra o vaiava.

O Coritiba passou a perder chances de gol e a mandar no jogo, a reação do Figueira vinha das arquibancadas, o que não parecia suficiente, pois o Verdão continuava em cima. Porém, o Figueirense vez ou outra criava oportunidades na bola aérea com Julio César que aproveitou duas bobeadas da defesa alviverde para arrematar a gol, sorte do Coxa que a bola não entrou.

Como o Coritiba não era definitivo em suas estocadas, o Figueirense passou a levar mais perigo, aos 31 minutos Julio César cobrou uma falta no ângulo que Vanderlei foi buscar de mão trocada. O Figueira inverteu os papéis e a essa altura já era melhor que o Verdão no jogo.

As chances que o Coritiba tinha eram desperdiçadas com erros de passe, principalmente por parte de Marcos Aurélio, que estava muito mal no jogo. Outro que não conseguia sair jogando era Tcheco. Com peças individuais tendo má atuação, o Coritiba era ineficaz na parte ofensiva e não havia perspectiva de mudança até o final da primeira etapa.

Sem reagir, o Coritiba conseguiu levar o jogo para o intervalo sem sofrer, mas sem marcar gols. Para que o cenário fosse mudado na segunda etapa o Coxa teria que ter uma nova postura ou Marcelo Oliveira teria de promover alterações.

Erros de passe foram cruciais

Quem fez alteração no intervalo foi o Figueirense, Jorginho sacou o garoto Jean Deretti para colocar o experiente Somália. A princípio o time do Estreito foi para cima do Coritiba e conseguiu um escanteio logo na primeira jogada.

Porém, o Verdão também voltou mais “esperto” e criou uma boa chance com Everton Costa, que fez jogada pelo meio e fuzilou, mas a bola saiu pela linha de fundo.

O jogo ficou mais franco, as duas equipes atacavam de igual para igual, todavia o que continuava fazendo a diferença contra o Coritiba era o baixo rendimento de Tcheco e Marcos Aurélio. Aliás, o que pesava muito contra o Verdão eram os sucessivos erros de passe.

Na tentativa de mudar um pouco o jogo, o técnico Marcelo Oliveira mudou logo de uma vez a dupla de ataque do Coxa, saíram Marcos Aurélio e Bill para as entradas de Anderson Aquino e Leonardo, respectivamente.

A partir daí o Coritiba melhorou um pouco e equilibrou bem o jogo. Em suma, quem fizesse o gol poderia ganhar o jogo, pois oportunidades eram criadas pelos dois lados e as defesas é que se sobressaíam.

O Coritiba ainda criou uma boa chance no final da partida com Jonas, a bola passou muito perto do gol. Em outra oportunidade, Maranhão entregou a bola nos pés de Wilson Pittoni que armou o contra-ataque, mas acabou se enrolando com a bola. O final de jogo ficou emocionante, quem fizesse ganhava, esse era o espírito.

Mas o placar permaneceu inalterado, sendo assim ninguém ganhou e ninguém perdeu. Na próxima rodada o Coritiba recebe o Grêmio, no sábado, às 18h e o Figueirense encara o Ceará, em Fortaleza, no domingo, às 18h

 

FICHA TÉCNICA
FIGUEIRENSE 0 X 0 CORITIBA

Figueirense: Ricardo; Bruno (Coutinho), Roger Carvalho, João Paulo e Helder; Ygor, Túlio (Wilson Pittoni), Maicon e Jean Deretti (Somália); Wellington Nem e Júlio César.
Técnico: Jorginho.

Coritiba: Vanderlei; Jonas, Emerson, Luccas Claro e Lucas Mendes; Leandro Donizete, Léo Gago, Tcheco (Maranhão) e Everton Costa; Marcos Aurélio (Anderson Aquino) e Bill (Leonardo).
Técnico: Marcelo Oliveira.

Local: Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC).
Data/Horário: 02/10/2011, às 16h00.
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP).
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e João Gomes Jacome (AC).

Público/Renda: total: 9.403/ renda: 110.330
Cartões amarelos: Marcos Aurélio e Bill pelo Coritiba.
Gols: Não houveram

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