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Duelo de times que brigavam contra o rebaixamento, o Atlético entrou determinado a conseguir um bom resultado, lutou e fez uma partida boa dentro das suas limitações. Mas em uma única jogada o time perdeu mais uma no campeonato e se complica ainda mais. Dos próximos quatro jogos, o Atlético terá três jogos em casa, o único fora é contra um concorrente direto, o Avaí. Agora o Atlético terá que fazer pela vida em cada jogo para permanecer na 1ª Divisão e a próxima chance será contra o Fluminense, na Arena da Baixada.
Muita marcação, pouca objetividade
Com esquemas táticos bastante parecidos Bahia e Atlético-PR começaram o jogo também com um modo de jogar bastante semelhante. As duas equipes se estudavam e esperavam o adversário em seu campo. Pode-se dizer que houve um empate técnico nos esquemas dos times no início do jogo e isso determinou o ritmo da partida pelo menos até os 10 minutos. Até esse momento não houve nenhum arremate a gol.
Como a igualdade era a tônica do jogo, o placar fechado insistia em permanecer no marcador, as tentativas de criação de jogadas não levavam nenhum risco maior aos goleiros. O Atlético chegou a criar uma oportunidade mais contundente aos 19 minutos, mas na hora de concluir, García desperdiçou.
Um minuto depois, em jogada pela direita, Edílson cruzou na área e novamente “El Morro” fuzilou de cabeça e a bola passou à direita de Marcelo Lomba, foi a melhor chance do jogo. Logo depois o Bahia também levou perigo ao goleiro Renan Rocha com Marcos, em cobrança de falta.
Os jogadores que poderiam ser os diferenciais do jogo não tinham tanto destaque, pelo lado do Atlético, Paulo Baier estava apagado, o mesmo acontecia com Carlos Alberto pelo lado do Bahia. Sem criatividade o jogo era monótono, sem chegadas de perigo.
Porém, aos 33 minutos, Carlos Alberto tentou mudar esse panorama, o meia mandou um canudo para o gol e obrigou Renan Rocha a fazer uma belíssima defesa. Depois disso o Atlético também tentou pressionar, mas não conseguiu a marcação do gol.
Aos 44 minutos, Jones, atacante do Bahia, entrou sozinho na área e foi derrubado, mas o árbitro não sinalizou e deu cartão amarelo ao atleta do time baiano. Houve muita pressão dos jogadores do Bahia para cima da arbitragem.
Como as equipes não acharam o caminho do gol, o primeiro tempo terminou mesmo sem a abertura do placar e assim as equipes foram para o vestiário, na expectativa de um melhor jogo na segunda etapa.
Só um gol, mas valeu a vitória para o Bahia
Na tentativa de mudar e ganhar o jogo o Atlético voltou com uma postura um pouco mais ofensiva, com bolas alçadas na área, principalmente para Santiago García. Guerrón era o responsável pelas jogadas pelo lado direito do campo.
Para mostrar a evolução do Furacão em campo, Marcelo Oliveira fez excelente jogada, passou por três adversários e passou para Morro García, que cortou o goleiro, mas perdeu o domínio da bola. Uma ótima chance desperdiçada pelo Rubro-Negro. O Bahia não ficou atrás e também tentou levar perigo com o atacante Jones. O jogo ficou mais franco no segundo tempo, o gol poderia sair a qualquer momento.
E o gol quase aconteceu aos 20 minutos com o uruguaio Morro García que mandou uma bomba para o gol de Marcelo Lomba, mas a bola passou por cima da meta. O gringo, aliás, foi quem criou as melhores chances de gol para o Furacão, sinal de que se o Atlético insistisse com ele poderia abrir o placar em uma dessas oportunidades.
Mas como insistência não ganha jogo, quem marcou foi o Bahia, Junior saiu de trás da zaga e encobriu o goleiro Renan Rocha, a defesa atleticana ainda reclamou de impedimento, mas a posição do atacante era legal.
Na tentativa de empatar o jogo, Antônio Lopes colocou o terceiro atacante em campo - Nieto já havia entrado no lugar de García – Edigar junio entrou no lugar de Héracles. A princípio o Atlético levou perigo, mas o Bahia se segurava muito bem e não permitia que o Furacão marcasse. Aos 40, Nieto teve uma ótima chance de empate, mas de cabeça mandou a bola para fora.
As estocadas do Atlético se esvaíram, mas o time não conseguiu o empate, no final do jogo até Renan Rocha foi para a área para tentar empatar, mas não adiantou, a vitória ficou mesmo com o Bahia, um concorrente direto na briga contra o rebaixamento. Agora o Furacão fica a sete pontos do primeiro time fora da ZR, que é o próprio Bahia.
Na próxima rodada o recebe o Fluminense, na Arena da Baixada, no domingo, às 18h. Já o Bahia viaja até São Paulo para enfrentar o Corinthians, no domingo, às 16h.
FICHA TÉCNICA
BAHIA 1 X 0 ATLÉTICO-PR
Bahia: Marcelo Lomba, Marcos, Paulo Miranda, Titi e Dodô; Fahel, Fabinho, Hélder e Carlos Alberto (Camacho); Jones (Lulinha) e Souza (Junior).
Técnico: Joel Santana.
Atlético-PR: Renan Rocha; Edílson (Kléberson), Manoel, Gustavo e Héracles; Deivid, Renan Foguinho, Marcelo Oliveira e Paulo Baier; Guerrón e Santiago García (Nieto).
Técnico: Antônio Lopes.
Local: Estádio Pituaçu, em Salvador (BA).
Data/Horário: 21/09/2011, às 20h30.
Árbitro: Pablo dos Santos Alves (ES).
Assistentes: Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Eduardo Lincoln Neves (RN).
Público/Renda: pagante: 12.771/ renda: R$ 225.945,00
Cartões amarelos: Jones, Carlos Alberto e Lulinha pelo Bahia. Deivid, Santiago García e Gustavo pelo Atlético.
Gols: Júnior aos 30 do 2º tempo.
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