Tenho acompanhado a caminhada do Paraná Clube para voltar à elite do futebol brasileiro. Posso adiantar que não tem sido fácil, a competição é longa e muitas pedras no caminho do tricolor paranaense já passaram e tem muito por passar ainda até o fim da competição.
Também posso afirmar que estou vendo a segunda versão do Paraná Clube na mesma competição. Vou explicar melhor isso:
PRIMEIRO TURNO - Cor Azul
Uma equipe com um futebol alegre dentro de campo, lotação quase máxima na Vila Capanema. Kelvin, Kerlon e outros jogando pra cima do adversário tanto pelas laterais como pelo meio-campo e sempre dentro da zona de classificação (G4).
SEGUNDO TURNO - Cor Vermelha
É cedo pra dizer, mas mesmo com a vitória da noite dessa terça-feira por 2 a 0 em cima do Boa Esporte não convenceu. O público era muito aquém dos jogos do primeiro turno. O time apático dentro de campo e sem um jogador no meio-campo para organizar as jogadas, assim como os laterais retrancados.
Chegou ao limite quando com um jogador a mais, jogando dentro de casa o jogador mais avançado estava na intermediária do próprio campo. Resultado: pressão total do adversário.
Não vou julgar aqui o esquema tático do Roberto Fonseca, pois imagino que está trabalhando com o grupo dessa forma por estar carente de peças de qualidade para repor.
Também não vou comentar sobre a partida que logo no início do jogo teve um gol legítimo do Boa Esporte que foi anulado precipitadamente pelo auxiliar, assim como o primeiro gol do Paraná Clube de pênalti que não existiu. Mas isso, deixamos pra outro dia!
O Paraná Clube precisa melhor e muito, caso contrário ficará mais um ano na série B.
