Eis que temos um Atlético Paranaense que não perde há sete jogos pelo Campeonato Brasileiro, algo que ainda não havia acontecido esse ano, muito pelo contrário, o Atlético amargava sequências de derrotas, como no início deste campeonato.
Os empates contra América-MG e Coritiba não foram suficientes para tirar o Furacão da zona de rebaixamento, porém confirmam a tese de que em time que está ganhando não se mexe. Renato Gaúcho vem mantendo a base do time e isso é muito importante.
Tirando a improvisação do Fransérgio como atacante, ele - Renato Gaucho faz um bom trabalho, afinal é um treinador que fala a língua dos jogadores. Há que se ressaltar que ele pegou o time já com vários jogadores no DM, entre eles Paulo Baier, Paulo Roberto, Nieto e Guerrón, que se não são a salvação da pátria, são jogadores que impõe certo respeito quando estão em campo, nem que seja só pelo nome.
Então pode-se pensar o seguinte, com todos esses atletas que estão voltando do DM, terá Renato mais opções e tendo mais opções ele pode fazer mais variações, inclusive táticas. Porque não dar mais uma chance para o Nieto no ataque, recuando o Madson para a armação e sacando o Kléberson que não está bem?
Digo isso porque o argentino é o jogador de referência que o treinador tanto pede. Com ele recuperado o pobre do Fransérgio pode ensacar sua viola e aguardar no banco de reservas dos volantes, coisa que ele é.
Então, o panorama para a equipe do Atlético não é de todo mal. Imagine que o Rubro-negro pode ter um banco com Paulo Baier, Paulo Roberto, Guerrón e Santiago García, nada mal na minha modesta opinião, pois quem sabe com um chá de banco eles não recuperem suas boas atuações e possam dar alegrias à nação atleticana.
Isso que nem mencionei alguns garotos da base que, confesso, não vi jogar, como é o caso de Pablo e Vítor Esquerdinha. O Atlético pode ter um time mais fortalecido, não será uma máquina, mas será um time um pouco mais qualificado, no mínimo.
