Blog do Redação - O rádio é incrível, por Anderson Gatti

O rádio é incrível: encanta, empolga, informa, diverte, cria expectativas nos ouvintes, enfim, é um veículo mágico. E durante uma jornada esportiva temos tudo isso, aliado à emoção que os profissionais conseguem passar usando apenas a voz. É como o narrador da Rádio Colméia de Cascavel diz em seu bordão: “Me empreste seu ouvido, o resto deixa comigo!”. A criatividade que estas pessoas tem para informar e descrever o que ocorre em campo só pode ser dom.

Há cinco anos, tenho a honra e o prazer de fazer parte deste mundo. E presenciei e ouvi alguns casos curiosos e engraçados durante as jornadas esportivas:

BUM!

Divisão de Acesso de 2009, cabine central do Estádio José Chiappin em Arapongas. O narrador descrevia com total empolgação as jogadas quando um torcedor passa lentamente e ‘balançando’ em frente à janela da emissora. O narrador parou a narração, olhou para o lado, balançou a cabeça e disse: ‘Meu amigo, passou um cidadão aqui na nossa frente … se eu riscasse um fósforo, explodia o estádio! Que cheiro de álcool…’

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LANCE É LANCE

Paranaense 2011, muita chuva e frio. Gramado praticamente um lamaçal. Jogador adversário caído em campo e entram dois ‘maqueiros’ para a retirada do atleta. Na pressa para reiniciar a partida, já que o time local perdia por 1 a 0, colocaram o visitante na maca e saíram correndo. Alguns metros depois, o maqueiro escorregou e caiu, derrubando também o jogador. O narrador, como se fosse um lance perigoso de ataque, descreveu todo o ocorrido com empolgação de gol da vitória, e ainda chamou o repórter, que, no mesmo pique, reportou todo o ocorrido.

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ACRÉSCIMOS

Acesso 2011. A partida se encaminhava para os minutos finais e todos estavam na expectativa de saber quanto o árbitro daria de acréscimo. Aos 44 minutos do primeiro tempo, o goleiro posiciona a bola para cobrança de irregularidade e faz a famosa ‘cera’. O juiz ergue a mão sinalizando ‘vamos jogar’. O repórter atrás do gol (que já havia cometido duas gafes na jornada), no mesmo instante, com absoluta convicção informa: ‘MAIS CINCO’. O narrador questiona: - mais CINCO??? mas nem parou tanto…Logo em seguida, o comentarista: agora que o árbitro sinalizou e é mais UM…

No mesmo jogo, já na segunda etapa, alteração em uma equipe. O repórter informa: ‘Sai Fulano, com a camisa X, e entra Beltrano, com a Y. O Narrador e o comentarista, desconfiados, indagam: ‘Tem certeza? Olha lá heim, veja direitinho aí e nos confirme…”

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LAMBANÇA

Clássico no norte em 2010, também pela Segunda Divisão do Paranaense. A arbitragem da partida era no mínimo, ‘questionável’ e, sem dúvida, muito caseira. O time visitante jogava com oito atletas, devido a expulsões, mas segurava heroicamente o empate em 1 gol. No segundo tempo, por agressão de um atleta da equipe mandante, o árbitro teve que expulsá-lo. O repórter , irritado com a atuação do homem do apito, desabafou: ‘E para compensar toda a cagada que fez durante o primeiro tempo, agora ele expulsa Fulano de Tal’.

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LÍDER

Na década de 90, pela Segundona. Falta a favor do time da casa no setor de ataque, e o narrador: ‘E O ÁRBITRO MARCA FALTAAAA!!!! O que houve aí em baixo, Fulano?’ O repórter prontamente responde: ‘Ouve a Rádio Cultura AM…. líder em audiência… primeiro lugar na cidade…’

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