Após estar vencendo por 2 a 0 com nove minutos de jogo e ceder o empate no começo do segundo tempo, o Atlético-PR venceu o Santos por 3 a 2, no encerramento da 13ª rodada, com um gol de Marcinho aos 46 minutos e deixou a lanterna do Campeonato Brasileiro. O time tem os mesmos oito pontos do América-MG, mas supera o Coelho no número de vitórias: 2 a 1. Cléber Santana e Manoel fizeram os dois primeiros gols do Furacão. Neymar e Borges marcaram para o Peixe.
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Um antídoto para Neymar
Geninho já o quis fora do time. Marcos Malucelli passou perto de emprestá-lo. Quase ninguém acreditava nele até se mostrar a mola propulsora de todo um time.
Foi Leandro Niehues que o deixou pisar no gramado rubro-negro paranaense pela primeira vez como profissional, além de Carpegiane e Adilson Batista que acreditarem no garoto. E desde então pelo menos uma dúzia de torcedores e agentes talvez já o reconhecem por segurar o CAP no Campeonato Brasileiro de 2011.
O Londrinense formado nas categorias de base do PSTC, de família pobre e sem quase nenhuma perspectiva de vida talvez seja o único ainda deslumbrado com o time que abraçou desde 2005.
Joga por amor. Não joga por dinheiro. E o salário prova.
Promovido à equipe principal em 2009, Deivid Coquinho, camisa 5 do Atlético-PR foi novamente o herói da equipe no último jogo contra o Santos, na Arena da Baixada.
Uma partida que deu dois gols ao rubro-negro antes de 10 minutos de jogo. E que sofreu um gol de Neymar, aos 11. E outro aos 18 do segundo tempo com Borges. Mas o empate debaixo de uma chuva torrencial que tornou o campo encharcado em uma espécie de desafio a ser vencido não convenceu o time da casa. E Marcinho, aos 46 minutos, fez de cabeça o gol que fecharia o placar no Joaquim Américo. Foram 3 contra 2. E um contra todos.
Mas as notícias da imprensa não relatam a garra dos volantes. Não são eles os destaques da reportagem. Não ganham uma menção sequer em matérias ou notas esportivas.
Porém o torcedor… Esse tudo vê. O torcedor reconhece a garra de Deivid William da Silva, o menino que não aceitou ser mais um.
O mesmo garoto que anulou PH Ganso no domingo. E por 94 minutos driblou Neymar, cercou Neymar, inibiu Neymar.
Enfrentou as juras do menino da Vila sem reação alguma. Não pestanejou. Não respondeu à ira de um garoto que pela primeira vez se viu encarado em campo.
Guerreiro, foi o próprio Davi enfrentando Golias.
O pequeno gigante de 1,74m engoliu o Santos. Levou o time nas costas.
Não é à toa que Deivid é vendido como “Ouro da Casa”.
Um antídoto contra o veneno Neymar vendido ao mundo como craque e supostamente ao Real Madrid por pelo menos 8 milhões de Euros por ano.
E Deivid? Este certamente também vale ouro. Apenas não entendemos porquê continua apenas recebendo bronze.
Silvia Valim