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No duelo entre os dois piores times do Brasileirão 2011, o Atlético-PR, dono do pior ataque com apenas dois gols marcados, e o Avaí, a pior defesa com 22 gols sofridos, empataram na Arena da Baixada por 0 a 0. O resultado mantém o Furacão na lanterna, sem nenhuma vitória e com dois pontos conquistados, e deixou os avaianos com quatro pontos, uma posição acima na tabela.
Goleiros se destacam e mantém o placar fechado
O Furacão começou o jogo tentando pressionar o Avaí mais na base da vontade do que na técnica. No primeiros minutos, os paranaenses só conseguiam chegar ao gol adversário através das jogadas de bola parada, cobradas por Paulo Baier e Madson.
O baixinho camisa 11 foi o primeiro a assustar o goleiro Felipe, estreante da noite pelo lado avaiano. Paulo Baier cobrou escanteio curto para Madson, que cruzou fechado. A bola tinha endereço certo, mas o camisa 1 do Avaí mandou novamente para escanteio. Na nova cobrança, a zaga rebateu e, na sobra, Paulo Baier mandou para longe.
Os escanteios continuaram criando boas chances e, a partir de um cobrado por Madson, o Atlético teve sua primeira grande oportunidade de tirar o zero do placar. Cléber Santana apareceu na primeira trave e desviou de cabeça para uma ótima defesa de Felipe.
Kléberson foi mais um que parou no goleiro catarinense. Madson recebeu na esquerda e rolou para o pentacampeão soltar a bomba, mais uma fez defendida por Felipe. O camisa 8 atleticano demonstrava mais futebol do que nas últimas partidas e quase deixou Madson na cara do gol, mas Welton Felipe conseguiu cortar o passe.
Do lado avaiano, Cleverson deu a resposta. O meia finalizou da entrada da área, no canto esquerdo, e viu o goleiro Renan Rocha se esticar todo para espalmar.
Aos 36, Kléberson tentou um toque de letra para Madson, a bola bateu no zagueiro e sobrou novamente para Kléberson, que, desta vez, deixou o camisa 11 na cara do gol. Apesar de ter tempo e espaço, Madson decidiu chutar de direita e pegou muito mal na bola, disperdiçando mais uma boa chance.
No minuto seguinte, os atleticanos reclamaram muito. Santiago “El Morro” Garcia, mais um estreante da noite, apagado na partida até então, recebeu passe dentro da área, girou e foi derrubado por Romano. Pênalti no mínimo questionável não marcado para o Furacão.
Depois de tantos gols perdidos, o Atlético viu o Avaí assustar e o goleiro Renan Rocha salvar o time por mais duas vezes no final do primeiro tempo. Primeiro Pedro Ken cobrou o corner e Gustavo Bastos conseguiu tocar para o gol. Renan Rocha defendeu no reflexo. Depois Cleverson teve a última chance da primeira etapa. Renan Rocha defendeu esquisito, mas evitou o gol dos catarinenses e os times foram para o vestiário sem balançar as redes.
Mais chances perdidas e empate sem gols na Arena
Logo no começo do segundo tempo, Kléberson quase marcou. O camisa 8 recebeu passe do zagueiro Fabrício e bateu firme da entrada da área. A bola passou tirando tinta da trave direita de Felipe.
O técnico Renato Gaúcho não esperou muito tempo para abrir de vez o time e colocar o atacante Adaílton no lugar do lateral-esquerdo Marcelo Oliveira. A alteração deixou o lado esquerdo da defesa aberta e foi por ali que o Avaí criou as melhores oportunidades do segundo tempo.
Cléverson foi o primeiro a aproveitar o espaço, aos 17 minutos, com um cruzamento para William, que não alcançou. Robinho entrou no lugar do volante Batista e jogou bem aberto pela direita, realizando as melhores jogadas, mas os atacantes Diogo Orlando e William não conseguiam aproveitar.
O Atlético também chegava. Wágner Diniz fez boa jogada pela direita e cruzou rasteiro, El Morro Garcia fez o corta-luz e Kléberson chegou chutando de frente para o gol, mas novamente errou o alvo.
Madson foi o responsável pela melhor chance do jogo, aos 33 minutos. O meia-atacante fintou dois jogadores e finalizou de direita, que não é sua perna boa. A bola carimbou a trave direita de Felipe.
Branquinho, que substituiu Paulo Baier no começo do segundo tempo, também tentou e parou em Felipe. Mais um jogador oriundo do banco de suplentes, o argentino Nieto teve a última chance do jogo, já aos 49. E que chance. O centroavante recebeu passe de Madson e desviou dentro da pequena área. A bola passou muito perto do gol e o confronto terminou mesmo 0 a 0.
FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-PR 0 X 0 AVAÍ
Atlético-PR: Renan Rocha, Wágner Diniz, Manoel, Fabrício e Marcelo Oliveira (Adaílton); Deivid, Kléberson, Cléber Santana e Paulo Baier (Branquinho); Madson e Santiago Garcia (Nieto).
Técnico: Renato Gaúcho.
Avaí: Felipe; Daniel, Welton Felipe, Gustavo Bastos e Romano; Bruno, Batista (Robinho), Pedro Ken (Fabiano) e Cleverson (Marquinhos Gabriel); Diogo Orlando e William.
Técnico: Alexandre Gallo.
Local: Estádio da Arena da Baixada, em Curitiba (PR).
Data/Horário: 09/07/2011, às 21h.
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP).
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Alessandro Rocha de Matos (BA).
Público/Renda: Pagantes: 10.045 /R$132.110,00
Cartões amarelos: Wágner Diniz e Adaílton, do Atlético-PR. Pedro Ken, Romano, Daniel, William, Bruno, Fabiano e Welton Felipe, do Avaí.
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Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.

Eu acho que o Atlético vai se salvar.
beijos
Andressa Leopoldino