Coritiba: Contratações pontuais estão dando certo

Após um ano e meio da maior tragédia da história centenária do Coritiba Foot Ball Club, lá está o time do Alto da Glória na final de um torneio nacional, a Copa do Brasil. Meta nunca atingida por um time do estado do Paraná, além de deter o recorde de vitórias consecutivas no Brasil: 24 vitórias.

No início de 2010, quando o Coritiba praticamente destruído tentava montar um elenco competitivo para a competicão estadual e as nacionais, entrou em cena Vilson Ribeiro de Andrade, o vice-presidente. Com vasta experiência em administração, V.R. de Andrade, como as vezes é chamado, assumiu o batente e deu uma cara nova ao Coritiba.

O trabalho com liberdade do diretor de futebol, Felipe Ximenes, facilitou a nova vida do clube. Para o projeto de ressurgimento do clube, jogadores que encaixariam perfeitamente no time foram integrados ao grupo, como um dos principais jogadores da equipe até hoje, o camisa 7 Rafinha. Além dele, o lateral-direito Fabinho Capixaba que viria a alternar entre a reserva, o time titular e o departamento médico, assim como Triguinho. Enrico, emprestado do Vasco, logo arrumou uma vaga no time principal, mas após um péssimo término de campeonato Paranaense, voltou a ser titular apenas na metade do Brasileiro da Série B.

O atacante Bill, atualmente titular na equipe, brigava por posição, até sofrer uma grave lesão no tornozelo, com o ex-artilheiro do clube, Ariel Nahuelpan, que saiu brigado após a parada dos campeonatos nacionais para o maior evento de futebol do planeta, a Copa do Mundo.

Após a Copa, o Coxa voltou a se reforçar e começou a trazer peças escolhidas a dedo pelo técnico Ney Franco e pelo diretor Felipe Ximenes. As principais, sem dúvidas, foram o atacante Leonardo e o volante Léo Gago, este, criticado em sua chegada, com o argumento de que não era necessário mais um volante, já que o jovem Marcos Paulo, que havia subido das categorias de base, estava em ótima fase.

Por último, mas não menos importante, o Coritiba conseguiu concretizar a volta do ídolo Tcheco. O veterano jogador não chegou com o pensamento de ser titular e sim de ajudar a equipe na volta a primeira divisão. E no fim, o destino premiou Tcheco com a volta a primeira divisão, após uma jogada magnífica no jogo que selou o retorno a elite.

As peças mantidas do grupo de 2009 como o meia-atacante Marcos Aurélio, o goleiro Edson Bastos, os zagueiros Pereira e Jéci, além do grande volante Leandro Donizete, também ajudaram e muito nesta volta a elite.

No ano da Série B, o clube sofreu com a saída do atacante argentino Ariel. A tentativa frustada da utilização de atacantes como Jefferson Luís, artilheiro do Gaúcho no ano e Betinho, ex-jogador do Fortaleza, traziam a desconfiança da torcida, até a chegada de Leonardo, que ocupou a posição como nenhum outro e fez vários gols importantes.

Em 2011, as contratações foram ainda mais eficientes. Com o discurso de que o Coritiba estava apenas interessado em contratações pontuais, Felipe Ximenes e Vilson Ribeiro de Andrade trabalharam forte e seguraram importantes jogadores do elenco: Léo Gago, Rafinha, Leonardo, que era jogadores emprestados, foram adquiridos pelo clube, além das renovações importantes de contratos de Leandro Donizete, Marcos Aurélio, Pereira, Jéci, Bill, Tcheco e o angolano Geraldo, de apenas 19 anos.

A primeira contratação foi de um técnico, já que Ney Franco foi direto de Curitiba para os ninhos da seleção brasileira, comandando a seleção Sub-20 e coordenando todo o resto da base. Marcelo Oliveira, ex-treinador do Paraná Clube chegou com a desconfiança da torcida e logo começou a trabalhar, buscando reforços.

Logo após, começaram a chegar os reforços. O primeiro jogador foi Anderson Aquino, apostando que seria a grande arma do Coritiba na temporada. O atleta pertencia ao rival Atlético Paranaense que não quis mais o jogador e não renovou o seu vínculo.

Em seguida, começaram a desembarcar jogadores importantes no Alto da Glória. O zagueiro-artilheiro Emerson que havia disputado o Brasileirão pelo Avaí chegou com pinta de titular, o lateral-esquerdo Eltinho que vinha para suprir a ausência de Triguinho, que havia se machucado durante uma partida contra o Bahia e por último e não menos importante o criticado Davi.

Davi havia feito uma grande temporada pelo Paraná Clube em 2009 e logo assinou com o Avaí, porém não recebeu tantas chances para se firmar no time. O meia fez a sua primeira partida como titular no Campeonato Paranaense, contra o Cascavel, suprindo a ausência de Rafinha e marcando o gol da vitória por 1 a 0. Desde então, não saiu mais do time e despertou interesse de grandes times do futebol brasileiro.

Para a fraca lateral-direita, Coritiba trouxe logo dois reforços: Jonas, que estava encostado no Internacional, e Maranhão, que tinha feito algumas partidas pelo Santos em 2010. O primeiro recebeu a condição de titular assim que chegou e se mostrou muito importante defensivamente.

O técnico Marcelo Oliveira decidiu abandonar o esquema 3-5-2 herdado de Ney Franco após um empate com o Arapongas e passou a jogar no esquema do futebol moderno: o 4-2-3-1, ou seja, o falso 4-3-3, implantado por Mano Menezes no Corinthians e na Seleção Brasileira, e usado também por Dorival Júnior no Super-Santos de Robinho, Neymar, Ganso e companhia.

Com o novo esquema, o Coritiba achou a sua arma, a velocidade. Davi, Rafinha e Marcos Aurélio mudando de posição durante toda a partida, confundindo a marcação e contando lá na frente com um centro-avante brigado, Bill, que estava substituindo Leonardo, machucado.

Outra contratação para o Paranaense foi do meia Everton Ribeiro, destaque no São Caetano e revelado pelo Corinthians, clube que detinha os direitos federativos do jogador, comprados pelo Coxa. Já para o Brasileiro, o Coxa trouxe outro Everton, mas dessa vez foi o Costa. Especulado no Atlético Paranaense, o jogador do Caxias, Everton Costa (ex-Inter, Grêmio e Bahia), havia chamado a atenção quando jogou contra o Coritiba pela Copa do Brasil.

E o departamento de futebol do clube ainda não parou de trabalhar e vem buscando reforços para o campeonato nacional. Existem prioridade como um centro-avante, um lateral-esquerdo e um zagueiro. Aos poucos, o Coritiba vai se encorpando ainda mais e criando expectativas maiores para um ano que já vem sendo tão bom. A conquista invicta do bicampeonato Paranaense e a chegada a final da Copa do Brasil fez o quadro associativo do clube cresce em mais de 1000%. Em 2009, após a queda, o clube contava com cerca de 2 mil sócios e hoje o número já ultrapassa os 27 mil.

O ressurgimento do Coritiba faz o futebol Paranaense crescer.

Comentários

  1. Davi Meskau diz:

    Muito bom texto! Ótima análise de time do Coxa.

  2. Joaquim Leal de Meira diz:

    Excelente matéria, um resumo que mostra um Coritiba como a Fênix ressurgindo das cinzas ao Alto de tantas Glórias e que lá permaneça sempre, e que da mesma forma, o Paraná Clube e o Atlético se ajustem tornando o futebol do nosso estado vistoso e respeitado, coisa que hoje não somos.
    Parabéns ao Felipe Dalke!

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