Com empate em casa, a tranqüilidade dá lugar a críticas no Paraná

A vitória fora de casa diante do Ituiutaba, na estreia tricolor na Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro 2011, trouxe calma para que o Paraná pudesse se preparar para seu primeiro desafio como mandante. Mas o empate em 1×1 com a Portuguesa na noite de terça-feira, 24, em plena Vila Capanema, trouxe à tona velhas críticas que aparentemente haviam sido deixadas de lado pelo resultado positivo na rodada anterior.

Apesar de o clube ter apresentado um toque de bola muito melhor do que na estreia na série B, e a Lusa ter jogado um bom futebol, os torcedores voltaram a reclamar. No final do confronto, podia-se ouvir um coro de tricolores chamando o treinador Ricardo Pinto de “burro”, por não terem gostado das substituições feitas por ele no decorrer dos 90 minutos. Visivelmente chateado, Ricardo Pinto desaprovou as palavras duras dos paranistas. “Entendo o torcedor vir ao campo e ficar chateado. Mas não entendo por que xingar o treinador. Se fosse atrapalhar o adversário tudo bem. Agora, o próprio time? Parece que gostam de atrapalhar”, desabafa.

O goleiro Zé Carlos reconhece as falhas do grupo, e reconhece que a falta de entrosamento não pode ser usada como um tipo de defesa contra todas as críticas. “Tivemos só onze dias para trabalhar com o time fechado. Mas a falta de treinamento não é desculpa”, admite.

Na coletiva concedida ontem, Ricardo Pinto ficou tão indignado com a postura da torcida que deixou escapar não estar recebendo seu salário como deveria, dando sinais de crise financeira. “O torcedor paga o ingresso, mas não sei qual a graça de ficar xingando o treinador. O que ele oferece ao Paraná? Estou aqui sem receber meu salário, sem assinar contrato, mas estou aqui porque amo esse clube”, diz.

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