A primeira rodada do campeonato é um momento muito aguardado. O torcedor acorda cedo para dar uma olhada na coluna esportiva, nos comentários televisivos e aguardar ansioso o seu time entrar em campo. Existe todo um ritual cheio de simbolismos, cada qual tem o seu próprio jeito de se preparar para a estréia de seu clube. Com o torcedor atleticano não poderia ser diferente, a expectativa de poder ver um time diferente do que disputou o campeonato estadual, com novos reforços, nova motivação, preparado e cheio de vontade, deu novas esperanças aos rubro-negros. Porém, tal ânimo durou pouco tempo. Momentos antes da partida, o torcedor atleticano já ficou com uma pulga atrás da orelha ao ver que o time comandado pelo paranaense Adilson Batista estava diferente do que vinha sendo anunciado durante a semana pela grande imprensa. O Furacão entraria em campo com quatro volantes, sem Branquinho, Madson, Adailton e Nieto, contando apenas com o sempre irregular Guerrón comandando sozinho o ataque rubro-negro.
O temor justificável da torcida atleticana se elevaria a categoria de angustia quando Toró abriu o placar para os mineiros numa jogada rápida de contra-ataque, que o deixou livre para finalizar a gol. O segundo tento não tardou a chegar, e o sempre oportunista Magno Alves, que mesmo em desvantagem física para com os zagueiros atleticanos, subiu mais alto que todos e estufou as redes de Renan Rocha. 2×0 e jogo definido já nos primeiros minutos. No segundo tempo pouca coisa mudou e Magno Alves fez mais um, para delírio da torcida local.
Por mais que Adilson Batista tente justificar a inclusão de tantos volantes no time, é inegável que o Furacão perdeu totalmente seu poder de fogo e entrou em campo covardemente, sem nenhuma intenção de causar danos à equipe mineira. O ápice dessa total falta de critérios ocorreu na coletiva pós-jogo, quando o comandante rubro-negro teve a infelicidade de dizer que com Branquinho, Adailton, Madson e outros em campo, nada mudaria e teríamos perdido por um placar mais dilatado, levando a crer que não pretende largar tão cedo do esquema de atuar com 3 ou mais volantes. Seguindo a lógica do nosso ilustre técnico, se jogássemos com 11 goleiros nós não levaríamos gols. Discursos como esse, fazem o coração atleticano temer o enfrentamento de mais um ano na vexatória luta contra a série B.
O esquema de utilizar apenas um atacante se mostrou frágil, o aglutinamento de volantes se mostrou inútil e não ofereceu uma defesa solida com boa qualidade na saída de bola. Hoje não tivemos um time e sim um verdadeiro bando amontoado em campo. Para piorar, o tão criticado sistema defensivo, como sempre, vacilando. Espero que meus temores não se confirmem e que nosso técnico reavalie suas condutas, ajustando o que está errado desde logo e colocando o que temos de melhor em campo, que convenhamos, já não é lá grandes coisa.
Melhores e piores da noite:
Magno Alves: Foi o líder do Galo em campo, anotando dois gols e levando constante perigo a baliza de Renan Rocha.
Adilson Batista: Não poderia ser outro, pecou a entrar com um time excessivamente defensivo.

Concordo, o Adilson é um covarde. O que ele fez ontem não tinha visto em lugar nenhum do mundo.