Blog do Redação - Rivalidade apenas dentro do campo, por Rafael Peroni

Outro dia me peguei pensando em como que o futebol do Estado poderia vir a se tornar mais forte e ter uma maior representatividade diante da Federação Paranaense de Futebol assim como perante às outras federações e por conseqüência diante a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), entidade máxima do futebol brasileiro.

A conclusão a qual cheguei foi a seguinte: Ao invés dos grandes clubes do Estado serem rivais dentro e fora do gramado, está mais que na hora de deixar a rivalidade apenas para os torcedores e para os jogadores dentro de campo. Está na hora de termos um conselho que represente as três grandes equipes de Curitiba e do Paraná para que este possa tomar decisões relevantes para o nosso futebol.

Se tivéssemos um conselho envolvendo membros dos três principais times do Estado juntamente com as representações dos times do interior, evitaria, por exemplo, que durante dois anos seguidos a competição mais importante do Estado, o Campeonato Paranaense, fosse motivo de risadas para nós mesmo e para o resto do Brasil. Um regulamento absurdo assinado por todos os clubes contendo clausulas que jamais poderiam ter sido levadas a sério. Regulamento do qual o Atlético-PR e Coritiba saíram beneficiados sendo campeões estaduais em 2009 e 2010 respectivamente.

Outro exemplo que poderia ser evitado caso houvesse um conselho que tomasse decisões pensando no melhor para o futebol do Estádio, foi a mudança de local da partida entre Atlético e São Paulo pela final da Copa Libertadores de 2005. Um título importantíssimo, inédito para o futebol estadual que traria uma maior valorização para os clubes.

O Atlético que teve seu estádio vetado pela Fifa por ter capacidade menor que 40 mil pessoas foi disputar a final da competição em Porto Alegre no estádio do Internacional, ou seja, enquanto o São Paulo pode jogar em casa e contar com o apoio da sua torcida, o rubro-negro foi obrigado a jogar a final em um campo neutro. O que fica em questão é: Porque o Atlético não disputou a partida Couto Pereira? Na minha visão, seria uma solução viável que evitaria o desgaste da viagem a Porto Alegre e faria com que o atlético tivesse a maioria da torcida.

Se pegarmos o exemplo dos dois principais times do Rio Grande do Sul - Internacional e Grêmio - ambos são rivais dentro de campo e ninguém duvida disso, porém, fora do gramado são co-irmãos. É claro que um não vai torcer pela vitória do outro, mas, através de seus dirigentes, tomam decisões importantes em conjunto, de modo que os resultados dessas ações beneficiem as duas equipes.

O que falta no futebol paranaense é a conscientização de que enquanto fora de campo for cada um por si, e existir o conceito de individualidade, o Estado não terá representatividade perante aos times do eixo RJ-SP.

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