Cascavel CR fecha temporada e caixa

A Série Ouro do Campeonato Paranaense de Futebol já terminou para o CCR (Cascavel Clube Recreativo) - Cianorte e Operário disputam o título do interior -, mas o Estadual 2011 deixa dívidas para a Serpente, fora o rebaixamento para a Segunda Divisão do ano que vem. A diretoria ainda não fechou o caixa do clube, mas estima um déficit que deve ficar entre R$ 8 mil e R$ 10 mil ao fim dos seis meses da temporada profissional.

No entanto, o valor pode ser maior ao término do levantamento. Neste ano, R$ 625 mil entraram nos cofres do CCR pela cota de direito de imagem nas transmissões televisivas, venda de publicidade no estádio e patrocínios para o campeonato. Já a receita da venda de ingressos foi de aproximadamente R$ 33 mil, o que dá um total de cerca de R$ 658 mil.

Como a folha salarial era de R$ 88 mil, R$ 528 mil do montante foram destinados ao ordenado dos jogadores. Além disso, na conta de saídas há ainda o pagamento de uma dívida trabalhista no valor de R$ 55 mil (ao ex-treinador Val de Melo) e o pagamento de R$ 12 mil à Associação dos Advogados de Curitiba, que ganharam na Justiça o direito de receber a cifra corrigida de trabalhos de anos anteriores para o clube. Sobram R$ 63 mil das entradas.

A cada viagem no campeonato (11 no total) a média de custo foi de R$ 7 mil, o que dá R$ 77 mil e deixa um de saldo negativo de R$ 14 mil nas contas do CCR. Além disso, até o mês de agosto, o Tricolor pagará parcelas mensais de R$ 1.860 referentes às dívidas no TJD-PR (Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná) – o pagamento é feito por um patrocinador. Isso sem contar as despesas do aluguel do CT (R$ 2,5 mil mensais) e das rescisões de contratos (somente as dos atletas Clênio, Tita e Calil custaram juntas R$ 17,5 mil).

Na próxima semana entrarão nas contas do time os últimos recursos obtidos para saldar o mês passado de trabalhos. Somente aí um levantamento mais detalhado poderá ser feito. Entretanto, a diretoria garante estar quite com atletas, fornecedores e alugueis – faltam ser pagas uma parcela de supermercado e uma referente a rescisões de treinadores.

Independente de qual será a cifra no fechamento do caixa, o certo é que será negativa. Mesmo assim, sem representatividade em se tratando de futebol – a dívida do CCR era de cerca de R$ 300 mil em 2009 após boa parte ter sido quitada pela administração anterior a atual. Agora, resta o balanço fiscal e financeiro servir de experiência para a montagem de elencos futuros. Em campo, o Cascavel mantém, há cerca de um mês, o time Sub-18 que disputará o Paranaense da categoria, em agosto, e que poderá ser a base profissional dos próximos anos.

Fonte: Fábio Donegá - Jornal Hoje

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