Redação em Campo entrevista Fernando, ex-goleiro do LEC

O Redação em Campo recebe o goleiro Luiz Fernando Claudino dos Santos, nascido dia 26 de abril de 1982 – em Ibiporã (PR). O goleiro, que demonstra ter um carinho enorme por Londrina, onde começou e se firmou no futebol, bate um papo descontraído com o Redação em Campo. Confira abaixo:

Fernando, como foram suas passagens pelo futebol londrinense?

A primeira foi em 99. Eu tinha 16 anos, era da base da Portuguesa Londrinense, depois fui vendido para o Vasco, voltei à Londrina em 2004 e tive a chance de ir para o LEC na reta final da Série B, mas já estava muito difícil ajudar o time, ai você já sabe o aconteceu né. Joguei os 2 últimos jogos, contra a Portuguesa e Marília.

Mesmo jogando dois jogos apenas, acredito que fica o gostinho de quero mais, e isso aconteceu em 2009, como foi essa sua segunda passagem?

Sim, ficou mesmo. Eu torço pelo LEC desde pequeno. Eu, pra você ter uma idéia nem recebi meu dinheiro em 2009, e acho que fui um dos que mais sentiu a queda. Adoro o clube e sou suspeito pra falar. Fiz um bom campeonato mas o time no geral não foi bem. Eu sempre acompanho o noticiário pelo Redação em Campo no twitter também e sempre fica aquela vontade de voltar. É a minha casa… mesmo eu começando na Luzinha, que tenho muito respeito.

E Fernando, no Vasco, você pegou a época mais vitoriosa do clube, com Juninho Paulista, Juninho Pernambucano, Felipe, Viola, Romário, Campeão Brasileiro em 2000, e inclusive o goleiro Fabio que é daqui de Bandeirantes também figurava entre o time principal. Era o terceiro goleiro do time que tinha Helton e Marcio, não foi?

Sim, época boa mesmo. Só tinha craque nesse time. o Fabião, nós ficamos amigos por ele sempre vir para Bandeirantes e eu pra casa em Ibiporã. Somos amigos até hoje. Me ajudou muito profissionalmente falando.

Em 2003 você foi parar no Ituano, Campeão Paulista. Por lá jogavam Rômulo, Ricardo Lopes, Basílio atacante, não é?

Exato, eles estavam lá também. Eu cheguei depois do Supercampeonato Paulista. Nosso técnico era o Rui Scarpino, e em 2003 fomos campeões da Série C do Brasileiro, vice da Copa Federação Paulista, e aí disputei metade da Série B 2004 com o treinador Leandro Campos.

Mas e hoje, com 28 anos, você se sente mais maduro? O que a idade e a passagem por esses times acrescentaram de bom na sua careira?

Hoje fica um pouco mais fácil, ou pelo menos parece. O gol fica menor (risos). A vida de goleiro nunca é fácil, mas essa vivência em jogos em várias situações diferentes, você acaba errando cada vez menos e sentindo menos com cobranças, melhorando sempre o rendimento, mas sempre com o mesmo prazer e com aquela emoção de cada jogo.

E essa história de Irã? Como foi que surgiu?

Foi através do Célio Guergoletto, de Londrina, que levou meu material pra empresários de São Paulo, eles gostaram, e viemos pra cá.

Como é o futebol aí, torcida, seu time organização e estrutura?

O país é muito seguro e não se vê nada de guerra e problemas que sempre aparecem na mídia internacional. A torcida daqui é apaixonante, igual aos brasileiros: vibrantes, empolgados e adoram futebol. O futebol é muito diferente do nosso, com pouca técnica e muita força. Tem até muitas jogadas violentas mas não por maldade. É que eles não têm muito freio mesmo (risos).

A estrutura é normal, tem bons materiais, campos de treinos, hotéis, tudo normal, mas falta as pessoas que organizam serem mais profissionais. Na verdade, eles têm dinheiro, mas não tem experiência.

Atualmente estou jogando a Série B do Iran, porque os goleiros estrangeiros, como em Dubai e outros países dos Emirados Árabes não podem jogar Série A. Estamos bem, indo para as finais, e a questão de não poder jogar Série A vai mudar, porque os goleiros não vêm indo bem. Acho também que vamos subir aqui o Aluminum (time que ele atua) e faltam dois jogos para os play offs finais.

Boa Sorte para vocês. E o LEC, dia 22, estreia na Divisão de Acesso do Paranaense.

Primeiro obrigado, mas falando do LEC, estou muito feliz e confiante que o time vai subir rápido, ainda mais com pessoas como o Sérgio Malucelli e outros que estão trabalhando com ele. Acho que a estrutura que eles têm ajudará demais o Londrina. Estarei acompanhando e torcendo bastante. Minha esposa, Francielle, diz que às vezes eu pergunto mais do Londrina do que das nossas coisas. Nas férias vou ver o Tubarão com meu filho, Caio, de 11 anos, que adora o LEC.

 

CLUBES QUE ATUOU:

Portuguesa (Pr) 1998/1999;

Vasco da Gama (Rj) 1999/2002;

Ituano (Sp) 2003/2004;

Caldense (Mg) 2005/2006;

Tupi (Mg) 2007;

América (Mg) 2008;

Londrina (Pr) 2009;

Aluminum Hormozgan (Irã) 2009/2010/2011.

 

 

Entrevista: Rafael Morientes.

Comentários

  1. marcos paulo diz:

    Otimo goleiro,eu dos melhoes que vi jogando pelo lec..tenho 30 anos e desde que acompanho o tubarão achava o Serginho mto bom,mas em 2009 mesmo com o time indo mal,esse goleiro salvou o time em varias partidas,espero que ele volte um dia ao nosso lec..abs esteja onde estiver..sempre tuba!!!

    • Francielle diz:

      Marcos Paulo..muito obrigado pelos elogios ao Fernando.São gestos como esse que dão força e ânimo para continuar!O Fernando tem uma história de amor pelo Tuba..então fica fácil explicar,porque ele se destacava,mesmo com tantos obstáculos na época..Temos certeza que o melhor está por vir ao LEC,e será um prazer voltar para casa..Abraço,Francielle(esposa do Fernando).

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