Na reta final do Estadual, clássico no norte. Arapongas e Roma se enfrentam pela última rodada do Paranaense 2011. O Alviverde busca a classificação para a Final do Interior e conseqüentemente uma vaga na Série D do Campeonato Brasileiro. O Roma, livre do rebaixamento e sem chances de classificação, apenas cumpre tabela.
Enquanto um precisa vencer para conquistar seus objetivos, o outro não vai deixar barato devido à rivalidade.
Com 31 pontos, O Arapongão precisa vencer e torcer para uma derrota do Cianorte (que soma 34 pontos) frente ao Coritiba. Além disso, tirar uma diferença de sete gols no saldo, em relação ao time da capital da moda.
Pelo Roma, o zagueiro Robenval falou ao Redação em Campo.
Sobre o clássico de domingo, a campanha do verdão, a missão de conquistar uma vaga na competição nacional e os problemas enfrentados pelo Arapongão, o zagueiro Bruno Matavelli - um dos destaques da equipe - conversou com o Redação em Campo. Confira:
Redação em Campo – O Arapongas deu trabalho no Campeonato. Contra o Trio de Ferro, venceu o Atlético na Arena da Baxiada, foi a última equipe a tirar pontos o Coritiba – que não perde há 22 jogos - , derrotou o Paraná no primeiro turno e decretou o rebaixamento do Tricolor na penúltima rodada do Estadual. Venceu fortes times do interior fora de casa, como Operário e Paranavaí. Apesar da ótima campanha, não fosse os problemas com a interdição do estádio, a posição na tabela seria mais acima?
Bruno Matavelli - Com certeza. Nossa equipe estaria brigando por uma vaga na final do Paranaense, mas como no futebol não tem ‘se’, hoje temos um jogo de vida ou morte pra seguir nossos objetivos, que é a vaga na Série D.
Redação em Campo – Foram cinco jogos a mais (devido a punição) longe de Arapongas. Uma punição grande. Mas ninguém melhor do que os próprios atletas para analisar a situação do estádio. O gramado realmente não tinha condições de jogo? O tempo para recuperação da grama (estipulado pela FPF) foi mais do que o necessário?
Bruno Matavelli - Concordo. No começo nosso estádio estava mal. Contra o Rio Branco, não rolou jogo e sim uma luta, num campo de lama. Mas logo depois com a paralisação, nosso gramado deu uma recuperada boa, que no meu ponto de vista, já poderia acontecer partidas. Mas isso já não estava ao nosso alcance e sim da Federação. Hoje nosso estádio está ótimo.
Redação em Campo – O grupo foi comandado por dois técnicos no Estadual. O Lio Evaristo tinha um estilo paizão. O Toninho Moura parece ser mais contido. Qual a diferença entre os dois?
Bruno Matavelli - Verdade, o professor Lio tinha um estilo mais motivacional. Ele conseguia tirar o melhor do jogador na base da emoção. É um treinador que joga com torcida os 90 minutos. O Toninho já mais calmo, não é de ficar gritando na beira do campo. Ele conversa mais, é mais calmo (risos), mas os dois são ótimos profissionais.
Redação em Campo – O estado clínico é complicado, mas não é irreversível. Três pontos e sete gols separam o Arapongas do Campeonato Brasileiro da Série D. É preciso vencer por goleada e torcer para que o Coxa faça o mesmo com o Cianorte, para conquistar a vaga no critério de desempate. Como você e o elenco veem essa questão? Todos fazendo contas?
Bruno Matavelli - Sim. Nós sabemos que precisamos de um milagre, mas no futebol tudo é possível. Se você olhar pra outros Estaduais, o Cruzeiro, se não me engano, ganhou de 8 a 1 numa semifinal. Então tudo é possível e nós acreditamos até o último minuto que podemos conseguir essa vaga.
Redação em Campo – Falando sobre o Arapuca, já conhecia essa rivalidade? Além do empate em 1 a 1 pelo primeiro turno, já jogou o clássico alguma outra vez?
Bruno Matavelli - Sim, eu comecei profissionalmente no Londrina e já sabia que as duas cidades são rivais, então eu tinha uma noção, até mesmo do jogo na época do Acesso, que acompanhamos pela net, já que estávamos na Europa representando o Arapongas E.C. Esse (pelo primeiro turno, em Apucarana) foi o primeiro e espero nesse segundo sair vitorioso.
Redação em Campo – Os números mostram equilíbrio. Em sete jogos disputados, duas vitórias para Arapongas, duas para o Roma e 3 empates. Levando em consideração que o Roma não almeja classificação e não corre risco de rebaixamento, pode-se esperar um jogo mais tranqüilo?
Bruno Matavelli - Não. Por se tratar de clássico sempre vai ter rivalidade. Ninguém quer perder e isso é o que motiva mais nossa equipe, porque temos chance de jogar a Final, então, pra nós é de muita importância.
Redação em Campo – Como é o clima antes, durante e depois de uma partida decisiva e tão importante como esta? A preparação é diferenciada?
Bruno Matavelli - O clima é de concentração total. São 90 minutos ligados o tempo todo. Você não pode desligar em nenhum momento, ainda mais por se tratar de um clássico como o ARAPUCA.
Redação em Campo – Existe ansiedade tanto por parte da torcida quanto dos jogadores. Até que ponto isso ajuda na preparação para uma partida tão decisiva quanto essa, que vale vaga para o Campeonato Brasileiro da Série D?
A ansiedade temos que controlar, temos que usar isso de motivação a nosso favor. sabemos que uma vaga como essa para o Arapongas é a soma de um trabalho bem feito, e ter calendário pro resto do ano vale muito pra cidade que nos apóia muito. Nossa torcida é sem palavras. Quando jogamos fora por causa do estádio estar interditado, sempre nos apoiou. Temos que levar essa oportunidade de conquistar essa vaga pra dentro de campo como forma de incentivo a mais pra nós.
Redação em Campo – Quanto ao seu futuro, seu contrato vai até quando? Já tem outro clube em vista?
Bruno Matavelli - Meu contrato vai até o fim do ano e até lá sou funcionário do Arapongas. Estou fazendo o meu melhor pra que surjam interesses de outros clube no meu futebol. Temos que esperar né, você sabe como é futebol (risos).
Redação em Campo – Fique a vontade para deixar um recado para os torcedores.
Bruno Matavelli - Primeiramente quero agradecer a todos aqueles que lotaram nosso estádio pra empurrar nossa equipe nos jogos em casa. É de grande felicidade que venho agradecer em todos os momentos nossa torcida que esteve a nosso favor. Peço que acreditem como nós jogadores estamos empenhados ate o final em buscar essa vitória, e esperamos o estádio lotado para o jogo de domingo.
Um abraço e fico muito feliz em estar participando dessa matéria com vocês do Redação em Campo. Obrigado e até outra oportunidade.
