Luiz Rhodolfo Dini Gaioto. Ou simplesmente Rhodolfo. O zagueiro, nascido no dia 11 de agosto de 1986, começou a dar os primeiros passos no futebol no União Bandeirante.
Em 2002, o jovem chamou a atenção dos dirigentes rubro-negros e ele desembarcou em Curitiba, para defender as cores do Atlético. Cinco anos depois, assumiu a titularidade na equipe principal. Em 2009, conquistou o Campeonato Paranaense, seu primeiro título como profissional.
Porém, desde que subiu e passou a fazer parte da equipe principal, foi um dos alvos da torcida. Rhodolfo sofreu várias lesões e quando jogava, era cobrado e não podia errar. Foi então que veio 2010, e as lesões, antes constantes, não atrapalharam o camisa quatro do Furacão.
Com a sequência de jogos, ele passou a mostrar seu bom futebol e hoje é titular absoluto. Conquistou a confiança da torcida, que na última partida do ano, contra o Avaí, aplaudiu o jogador e pediu para ele ficar no Atlético. Além disso, teve o nome cogitado para uma convocação para a Seleção Brasileira, que acabou não acontecendo.
O zagueiro tem propostas da Europa e tem possibilidades de ser negociado. Todos esses assuntos, como a Seleção, o sonho de jogar na Europa e a boa temporada em 2010, você acompanha na entrevista que o Redação em Campo fez com Rhodolfo.
Confira a entrevista
Você considera 2010 seu melhor ano no Atlético, principalmente depois de 2008 e 2009, ficando de fora por várias lesões?
Concordo. Esse ano foi muito bom pra mim. Quase não tive lesões, apenas uma pequena. Ano passado mesmo joguei pouco mais de 20 partidas no Campeonato Brasileiro. Esse ano joguei 33, praticamente o ano todo. Então tive uma sequência e uma regularidade boa.
Essa lesão que te deixou de fora de algumas partidas, você acha que prejudicou o time?
Acho que não, porque o time ganhou. O Rafael (Santos) é um excelente zagueiro, jogou fora do país, teve oportunidades no Atlético. Joguei com ele e é muito bom zagueiro. Nosso grupo é bom, quem saiu e quem entrou foi bem. Ficamos em cima na tabela por termos um elenco bom.
Fica um constrangimento com a não classificação para a Libertadores?
A gente ficou triste, porque brigamos bastante. Ficamos em quarto colocado algumas rodadas. Mas ficaríamos mais triste se o Goiás conseguisse a vaga e a gente ficasse em quarto. A gente estaria em casa, seria bem mais triste. Tentamos fazer nosso melhor e o time acabou bem. Começamos no rebaixamento e acabamos em quinto, tivemos esse mérito e todo grupo está de parabéns.
Se não fosse o problema no começo do campeonato, quando o time ficou na zona de rebaixamento, o jogo contra o Avaí poderia ter sido até o jogo do título?
Podia acontecer. Acho que a arbitragem influenciou muito em alguns resultados. Tiveram uns dois, três jogos em que tiraram pontos da gente. Se for somar isso, com as derrotas no começo, a gente poderia ter brigado pelo título. Mas não adianta chorar o leite derramado e agora é pensar no ano que vem.
O Atlético deu uma arrancada muito boa no Brasileirão, saindo da zona de rebaixamento e quase conseguindo uma vaga para a Libertadores. Fica alguma lição para 2011?
Acho que tem que ter um grupo bom. Nós somos um grupo de bastante amizade. Tínhamos que começar mais atento no Campeonato. Ficamos 13 rodadas perto da zona de rebaixamento, mas o ideal seria ter começado bem, com três ou quatro vitórias a mais, com certeza teríamos brigado pelo título.
O Mano está fazendo uma renovação na Seleção Brasileira. A boa temporada fez você pensar em uma convocação e acabou não sendo chamado. Fica a expectativa para o ano que vem?
Tinha uma esperança. Acho que todo mundo que estava jogando bem tinha uma vontade de ser chamado. A gente estava numa fase boa, no segundo turno levamos poucos gols. Tenho vontade de ir para a Seleção, e se não deu agora, vou lutar para tentar em 2011.
E a Copa 2014?
Então, primeiro temos que ter uma convocação (risos). Vamos ver no ano que vem, se o time continuar bem. Trabalhar bastante para tentar conseguir uma vaguinha.
E no ano que vem, pretende continuar no Atlético ou tem um sonho de jogar no futebol europeu?
Eu tenho o sonho sim, mas vai depender do presidente também. É uma conversa entre o Atlético e algum clube de fora. Mas eu gosto daqui, estou há oito anos aqui, já tenho uma identificação com o clube e com a cidade. Então tem que conversar com o presidente e ver o que é melhor para mim e pro clube; a gente vai conversar e acertar.
E se acontecesse, tem algum time em especial?
Têm vários. Os melhores times da Europa, todo mundo tem vontade de ir. Não só um, tem vários. Mas acho que o sonho de todo jogador é jogar na Europa.
E o planejamento da diretoria, renovando com algumas peças importantes, é fundamental para uma melhor campanha?
Acho que estão fazendo certo. Está diferente dos outros anos, já começando agora. Isso é bom para começar o ano que vem diferente. Estão vendo outras contratações, então acho que o Paranaense vai ser bom.
E Jacaré?
Então, Jacaré veio da minha cidade, no interior do Paraná, em Barra do Jacaré. Então quando eu chegava mandavam me chamar de Jacaré, porque não sabiam meu nome. Acabou pegando e ficou até hoje.

show de bola! Rhodolfo na seleção