sábado , 17 maio 2014
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Em 1961 o Leão do Norte rugiu mais alto e assustou os adversários – Comercial, campeão paranaense

Esporte Clube Comercial - Divulgação

Na continuação das matérias históricas que o Redação em Campo está fazendo, chegou a vez do título paranaense conquistado pelo Comercial de Cornélio Procópio, apenas o segundo de um time do interior do estado. Foi o maior título do Leão do Norte, que hoje já não existe mais, mas que está muito bem guardado na memória de personagens que construíram a história e hoje contam como foi a grande conquista do Alviceleste em um triangular final contra o Jacarezinho e contra o Operário.

Nesta primeira parte da matéria você poderá conferir como foi a campanha e os jogos do Alviceleste. Na segunda parte serão apresentados os personagens que fizeram parte da grande conquista do Comercial.

 

O Comercial em resumo

O Esporte Clube Comercial foi fundado em 1943, mas o time só foi conquistar um título de expressão em 1958, quando foi campeão invicto do primeiro Campeonato do Norte do Paraná, a partir de então o Comercial passou a se destacar por enfrentar de igual para igual grandes times do país como Santos e Vasco da Gama e também por aplicar sonoras goleadas em alguns adversários, como um 15 x 0 que impôs ao Cambaraense, em 58.

Sendo assim, o Comercial já despontava como umas das forças do Norte do estado, onde posteriormente conquistou o título de campeão estadual, em 1961, contra o Operário.

Porém, foi no final dessa mesma década que o profissionalismo se extinguiu na cidade voltando somente na década de 90, na qual participou dos campeonatos paranaenses de 92, 94 e 95.

Em 2009 o clube foi assumido pelo grupo português Superfute sob um contrato de gestão de 10 anos em um projeto que visava recolocar o time na 1ª divisão do Campeonato Paranaense, além de formar jogadores para serem vendidos para a Europa. Com a parceria o clube passou a ser presidido por Francisco Oliveira, empresário português, indicado para o cargo pela empresa portuguesa.

Porém a parceria acabou de uma forma obscura e o empresário português foi embora levando documentos e pertences do clube e deixando algumas dívidas pelo caminho

 

Efabulativos do Comercial

- Em 1958, o Comercial jogava contra a Ourinhense e perdia por 4 x 0, quando o técnico Américo chamou o reserva Felipe para aquecer e disse ao jogador que ele entraria apenas para que esquentasse um pouco para tomar banho após o jogo. Faltando 15 minutos para o término da partida Felipe entrou e fez 4 gols e deu o empate ao Comercial.

- Nos anos 60/61, auge do Comercial, a Prudentina, de São Paulo, foi campeã da segunda divisão do estado. Para a entrega das faixas convidaram o Comercial. A imprensa paulista que era composta em sua maioria por rádios, criticou muito a decisão do time paulista e que este merecia algo melhor que um adversário do meio do mato. O que eles não esperavam é que o Leão aplicasse um placar de 3 x 0 e carimbasse as faixas do time paulista em sua própria casa e assim ficaram conhecendo quem era o Comercial.

O título de campeão paranaense

O Esporte Clube Comercial é o segundo time do interior do Paraná a ser campeão estadual, em 1961, o primeiro foi o Clube Atlético Monte Alegre, de Telêmaco Borba, em 1955. Aliás, o Comercial gravou seu nome em um seleto rol de sete times do interior que foram campeões paranaenses, todos os outros foram times da capital. Foi o primeiro e único título do Comercial, que aconteceu em um triangular final que reunia os campeões do Norte Novo (Comercial), Norte Velho ou Setentrião (Jacarezinho) e da Região Sul (Operário Ferroviário).

Nesta disputa o time que tivesse o menor número de pontos perdidos, em jogos de ida e volta entre os três times do grupo se sagraria Campeão Paranaense e teria direito de disputar a Taça Brasil no ano seguinte. Dos quatro jogos realizados pelo Comercial, ele venceu três, 2 x 1 e 2 x 0 contra o Jacarezinho e 2 x 1 contra o Operário e perdeu apenas um, contra o mesmo Operário por 2 x 1.

A campanha do Alviceleste no 1º turno do Campeonato do Norte foi de 6 vitórias, 3 empates e 2 derrotas, com 25 gols marcados e 18 sofridos, desta forma terminou como o 3º colocado. Já no 2º turno foram 8 vitórias 2 empates e nenhuma derrota, com 18 gols marcados e apenas 2 sofridos, terminando o Leão do Norte em 1º lugar, o que deu direito à disputa da decisão contra o Mandaguari, campeão do 1º turno. Foram três partidas, a primeira em Cornélio Procópio ficou no 0 x 0, já em Mandaguari o Comercial venceu por 2 x 1 e na terceira partida, de novo em Cornélio Procópio, o Comercial venceu por 2 x 1. Como campeão do Norte o time disputaria a grande decisão do campeonato contra o campeão do Setentrião, Jacarezinho, e contra o campeão do Sul, Operário, em um triangular final.

O time base que se sagrou campeão paranaense de 1961 contava com Asa; Dirceu, Vitão, Pinduca e Pedrinho; Baltazar, Bocage, Garoto, Villanueva; Nelsinho e Silvinho. Como campeão do estado o Comercial representou o Paraná na IV Taça Brasil, em 1962. Com um empate em 1 x 1 em Cornélio Procópio e uma derrota por 2 x 1 em Criciúma, para o Metropol, o representante paranaense foi eliminado logo na primeira fase.


 

Na segunda parte da matéria você poderá conhecer os personagens que fizeram parte da história do clube e do título de 1961.

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Pelo bem do jornalismo. Equipe Redação em Campo.

Sobre Tiago Piontekievicz

Tiago Piontekievicz
Jornalista. Além do futebol, tem como paixão viajar, por isso sempre que pode tenta unir as duas coisas. Em 2013, trabalhou na Copa das Confederações, no Maracanã. Adora o futebol inglês, o sul-americano em geral e os jogos da MLS, além, claro, do paranaense e do catarinense. Por ser perna de pau, optou por praticar esportes que exigem mais coragem do que habilidade, por isso é praticante de trekking e hiking e também já se arriscou no parapente. Seu maior sonho é cobrir uma Copa do Mundo, mas se esse sonho não se realizar, se contenta em assistir, in loco, uma final de campeonato acreano.
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